Associação entre a autorreferência de tontura e testes de equilíbrio estático e dinâmico em idosos

Luiza Diniz da Rosa, Angelica Biazus Mendonça da Fonseca, Teresa Maria Momensohn-Santos, Ana Claudia Fiorini

Resumo


A tontura pode atingir cerca de 20-40% da população e entre os seus prejuízos, as quedas são consideradas uma das principais complicações na saúde de idosos. Objetivo: Verificar a associação entre autorreferência de tontura e os testes de equilíbrio estático e dinâmico em idosos de um Centro Especializado em Reabiltação de São Paulo. Método: 27 idosos responderam a cinco perguntas de autorreferência de tontura e foram submetidos aos seguintes testes de equilíbrio estático e dinâmico: Fournier, Romberg, Romberg-Barré, Unterberger e de Marcha linear. Os dados foram analisados de forma descritiva e as associações por meio do teste qui-quadrado. Resultados: A faixa etária da amostra foi de 61 a 91 anos, com média de 74 anos. A maioria dos idosos, 16 (59,25%) afirmou sentir o sintoma de tontura. Do total, 13 indivíduos (48,14%) relataram vertigem associada ao desequilíbrio, sete (25,92%) afirmaram ter sofrido pelo menos uma queda nos últimos 12 meses e 14 (51,85%) tinham medo de sofrer quedas. O teste Qui-quadrado mostrou associação entre a variável desfecho “Você sente Tontura?” com as perguntas “Você tem desequilíbrio ou instabilidade?” (p=0,018) e “Você se limita a fazer atividades próximo a sua residência devido ao medo cair ou perder o equilíbrio?” (p= 0,021). Conclusão: Não houve associação entre a queixa de tontura e os resultados dos testes de equilíbrio. Entretanto, perguntas de autorreferrência de tontura e desequilíbrio podem ser uma importante ferramenta para o processo de triagem, na identificação de idosos com risco de quedas.


Palavras-chave


Idoso; Tontura; Vertigem; Equilíbrio Postural

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DOI: https://doi.org/10.23925/2176-2724.2019v31i1p3-11

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