Caracterização do frênulo e dos aspectos da língua de indivíduos com esclerose sistêmica

Valéria Ferreira da Silva, Leylane Fonseca Almeida, Carla Patrícia Hernandez Alves Ribeiro César, Sílvia Elaine Zuim de Moraes Baldrighi

Resumo


A Esclerose Sistêmica é uma doença autoimune sistêmica, progressiva, de etiologia desconhecida e relativamente rara. Caracteriza-se pela excessiva deposição de colágeno no tecido conjuntivo, pelo espessamento da pele, comprometimento de órgãos nobres internos e do sistema estomatognático. Objetivo: Caracterizar o frênulo e os aspectos da língua de indivíduos com esclerose sistêmica. Método: Trata-se de um estudo exploratório clínico, observacional, do tipo relato de casos. Foi realizada avaliação clínica do frênulo e dos aspectos da língua com um grupo de estudo composto por onze sujeitos, de ambos os sexos, oriundos do serviço de Reumatologia do Hospital Universitário em parceria com o grupo de estudo em motricidade orofacial, ambos da Universidade Federal de Sergipe, e de um grupo controle pareado em número, idade e sexo, sem doenças reumáticas, selecionados por conveniência. O período de coleta dos dados foi de três meses (de setembro a dezembro de 2017). Resultados: A amostra do grupo de estudo revelou alterações clínicas na espessura, no tamanho e na coloração do frênulo, como também nos aspectos da língua de indivíduos com esclerose sistêmica, tais como hipertonia, alteração do formato da ponta da língua quando em elevação, telangiectasia entre outros de menor ocorrência. Conclusão: As características alteradas do frênulo e da língua dos sujeitos com essa afecção evidenciam o comprometimento do sistema estomatognático e a importância da atuação fonoaudiológica na Reumatologia.


Palavras-chave


Escleroderma Sistêmico; Fonoaudiologia; Diagnóstico clínico; Frênulo da língua

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DOI: https://doi.org/10.23925/2176-2724.2019v31i1p95-103

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