Arendt en Jerusalén. El episodio kantiano de Eichmann

Federico Donner

Resumo


Em Opus Dei, Giorgio Agamben assinada a substituição da ontologia clássica do ato e da potência pelo paradigma cristão do officium que separa o sujeito dos efeitos de suas ações. Esse paradigma alcança na modernidade a ética kantiana, nas figuras do militante política e do funcionário (através da noção weberiana de Beruf), e no conceito de adiaforização cunhado pelo sociólogo Zygmunt Bauman. Com esse enfoque, analisaremos um episódio no julgamento de Adolf Eichmann em Jerusalém, relatado por Hannah Arendt. Eichmann declarou ter atuado segundo a mais estrita ética kantiana, o que suscitou a indignação de Arendt. Foi Eichmann um homem sem capacidade de julgamento, típico produto de um regime totalitário? Ou, talvez, o encarregado das deportações em plena Solução Final não foi mais que um obediente funcionário que permaneceu aferrado kantianamente ao seu juramento?

Palavras-chave: Officium, Shoah, Eichmann, ética kantiana, Agamben.

 

RESUMEN:

En Opus Dei, Giorgio Agamben señala el reemplazo de la ontología clásica del acto y la potencia por el paradigma cristiano del officium, que separa al sujeto de los efectos de sus acciones. Este paradigma alcanza en la modernidad a la ética kantiana, a las figuras del militante político y del funcionario (a través de la noción weberiana de Beruf), y al concepto de adiaforización, acuñado por el sociólogo Zygmunt Bauman. Desde este enfoque, analizaremos un episodio del juicio a Adolf Eichmann en Jerusalén, relatado por Hannah Arendt. Eichmann declaró haber actuado según la más estricta ética kantiana, lo que suscitó la indignación de Arendt. ¿Fue Eichmann un hombre sin capacidad de juicio, típico producto de un régimen totalitario? ¿O, quizás el encargado de las deportaciones en plena Solución Final no fue más que un obediente funcionario que permaneció aferrado kantianamente a su juramento?

Palabras clave: Officium, Shoah, Eichmann, ética kantiana, Agamben.

 

ABSTRACT:

In Opus Dei, Giorgio Agamben notes the replacement of the classical ontology of act and potency by the Christian paradigm of the officium, which separates the subject from the effects of its actions. In modern times, this paradigm embraces Kantian ethics, modern typical characters as the political activist and public servant (based on the Weberian notion of Beruf), and the concept of adiaphorization, coined by sociologist Zygmunt Bauman. Based on this approach, we will analyze an episode that took place during the trial of Adolf Eichmann in Jerusalem, narrated by Hannah Arendt. Eichmann stated that he had acted in accordance with the strictest Kantian ethics. This aroused the indignation of Arendt. Was Eichmann a man without faculty of judgment at all, a typical product of a totalitarian regime? Or maybe, was the man in charge of the deportations during the Final Solution, no more than an obedient servant that remained, in a Kantian way, devoted to his oath?

Keywords: Officium, Shoah, Eichmann, Kantian ethics, Agamben.


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