Patologias da Linguagem: A História de uma Repetição Sintomática

Maria Francisca Lier-Devitto

Resumo


Este artigo parte da afirmação de que falas patológicas têm estado à margem da reflexão lingüística. A discussão, nele encaminhada, gira em torno da hipótese levantada e explorada de que o estatuto marginal das falas patológicas está relacionado, acima de tudo, ao ideal de homogeneidade do lingüista, que visa predizer o acontecimento de linguagem. O resultado mais notável desse ideal foi nada menos do que a construção de gramáticas. A questão de como falas sintomáticas são abordadas em campos clínicos foi igualmente trabalhada. Pode-se verificar que nem a fala, nem o sujeito-falante são suficiente ou adequadamente teorizados nesses espaços. A questão é: “como um raciocínio clínico sobre a fala poderia ser erigido sem o concurso de uma reflexão teórica sobre a linguagem?”. Sustenta-se, aqui, que um discurso teórico sobre a linguagem é de importância capital para a elaboração de abordagens clínicas consistentes de falas sintomáticas.

Palavras-chave


falas sintomáticas; patologias de linguagem; clínica de linguagem; a fala em campos clínicos

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