Caetés: confluências naturalistas e revisão crítica do nacionalismo literário

Elisangela Redel, Lourdes Kaminski Alves

Resumo


Partindo da assertiva de Candido (2006), de que Caetés talvez seja a obra de Graciliano Ramos menos estudada pela crítica literária, que a considera um trabalho de iniciação, este trabalho procederá sob dois momentos: o primeiro congrega algumas reflexões sobre a poética de Graciliano Ramos e seu posicionamento na historiografia literária, em contraste com Caetés, que se distancia do conjunto de sua obra, enquanto romance que absorveu aspectos do Naturalismo e não apresenta um herói problemático. O segundo momento deste texto traz à pauta uma discussão sobre o exercício da metalinguagem em Caetés, bem como as confluências entre autor e personagem no confronto com a escrita. A tentativa de um romance sobre os índios, dentro de outro romance, configura uma revisão crítica do nacionalismo literário, máxima do Romantismo e, desta perspectiva, sustenta-se que esta obra de Graciliano Ramos tenha assimilado influências modernistas, dado o olhar crítico sobre a tradição brasileira.


Palavras-chave


Caetés; Naturalismo; Modernismo

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