Apontamentos sobre ditadura e loucura em Quatro-Olhos de Renato Pompeu

Elizabeth Cardoso

Resumo


Este artigo debruça-se sobre o romance Quatro-Olhos (1976), de Renato Pompeu. A obra aborda a loucura em diálogo íntimo com a percepção e a memória do golpe militar no Brasil. A leitura aqui realizada indica como, na tessitura do literário, o delírio torna-se portador de discernimento e se desdobra em metáfora de resistência ao regime ditatorial, seja por meio do exercício de lembrar para documentar, esquecer para sobreviver ou escrever para transgredir. Com maestria poética, Renato Pompeu vence a dicotomia forma e conteúdo e constrói romance raro na literatura brasileira.

Palavras-chave


Ditadura; Loucura; Memória; Renato Pompeu; Quatro-Olhos

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