Síndrome de Stevens-Johnson: repercussões oculares e possíveis tratamentos

Autores

  • José Victor de Miranda Pedroso
  • Carolina Daniela Ricci Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Caroliny Evangelista Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Bianca Caroline Alvim Tomaz Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Samuel de Morais Tavares Residente, Oftalmologia, Banco de Olhos de Sorocaba (BOS)

Palavras-chave:

hipersensibilidade a drogas, Síndrome de Stevens-Johnson, oftalmologia

Resumo

Introdução: A síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) caracteriza-se por um  processo imunológico que provoca lesões mucocutâneas inflamatórias que progridem para necrose, acometendo principalmente a face e o tronco e pode ocorrer por uma reação de hipersensibilidade tardia a medicamentos. Objetivos: relatar o caso de um paciente portador da SSJ que faz acompanhamento oftalmológico devido a defeito epitelial persistente do olho esquerdo. Metodologia: O caso foi acompanhado no serviço de Oftalmologia do Hospital Oftalmológico de Sorocaba (BOS) e sua descrição embasada na literatura. Relato de Caso: Paciente do sexo masculino, 20 anos, procurou atendimento oftalmológico devido à baixa de acuidade visual (BAV) de olho esquerdo (OE) há 40 dias. Relatou histórico de SSJ há 4 anos atribuído ao uso de fenobarbital, com acometimento principalmente da face, resultando em perda total da visão do olho direito (OD). Ao exame biomiscroscópico de OE, observou-se simbléfaro, edema corneano e erosão epitelial corneana. Optou-se por encaminhar o paciente para seguimento no ambulatório de córnea, onde foi indicada realização de patch de córnea. Em sua evolução desfavorável, paciente passou pelos procedimentos de tarsorrafia temporal e nasal e atualmente aguarda cirurgia para implante de ceratoprótese. Conclusão: O caso apresentado reforça a hipótese de que a SSJ é uma reação imunológica desencadeada por medicamentos. O tratamento completo das repercussões oculares dessa síndrome ainda é difícil, o que corrobora com a necessidade de um diagnóstico precoce, encaminhamento para unidade de terapia intensiva ou de queimados e o acompanhamento por oftalmologista.

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Publicado

2016-10-07

Como Citar

Pedroso, J. V. de M., Ricci, C. D., Evangelista, C., Tomaz, B. C. A., & Tavares, S. de M. (2016). Síndrome de Stevens-Johnson: repercussões oculares e possíveis tratamentos. Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba, 18(Supl.), 15. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/29694