Análise morfológica e morfométrica de fetos e respectivas placentas expostos a cafeína e taurina

Autores

  • Suzana Guimarães Moraes Docente, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Julia Brum de Mello Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Jessica Pereira Papais Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Isabelle Monteiro Barroso de Castro Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP

Palavras-chave:

gravidez, taurina, cafeína, bebida energética, malformações congênitas, alterações placentárias

Resumo

Introdução: utilizadas, pioneiramente, como substâncias estimulantes para desportistas, as bebidas energéticas, foram impulsionadas no mercado de consumo e tornaram-se populares entre jovens e adultos a partir de sua introdução no mercado em 1987. As bebidas energéticas, são amplamente conhecidas por serem compostas tipicamente por cafeína e taurina. Estas substancias, principalmente a cafeína, podem ser encontradas naturalmente em alimentos e bebidas. As gestantes também estão propensas a consumir este tipo de alimento, o que, diretamente pode influenciar o desenvolvimento fetal; Objetivo: analisar alterações morfológicas e morfométricas de fetos e suas respectivas placentas expostas ao uso de cafeína combinada ou não com taurina; Metodologia: Camundongos Mus musculus domesticus foram expostos à cafeína, combinada ou não com taurina durante a gestação. Após a eutanásia no 19o dia de gestação, fetos e placentas foram submetidos à avaliação morfométrica (peso e tamanho), sendo em seguida fixados em formol 10%. As placentas foram submetidas a processamento histológico convencional com coloração por Hematoxilina de Harris e Eosina (HE) e tricrômico de Masson para avaliação da integridade do tecido; Resultados: foram acasaladas 54 fêmeas, obtendo sucesso de acasalamento em apenas 8. Observou-se uma formação de edemas perivascular, ou seja, acúmulo de líquido extracelular ou intersticial, na região labiríntica nos três grupos experimentais. Em relação aos fetos tratados com as substâncias, foi visível a diferença em relação aos tamanhos, quando comparados àqueles do grupo controle; Conclusão: Pode-se concluir, portanto, que as substancias administradas alteram alguns parâmetros fetais e placentários, devendo ser evitados durante toda a gestação. Novos trabalhos, com uma maior amostra, devem ser realizados.

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Publicado

2016-10-07

Como Citar

Moraes, S. G., Mello, J. B. de, Papais, J. P., & Castro, I. M. B. de. (2016). Análise morfológica e morfométrica de fetos e respectivas placentas expostos a cafeína e taurina. Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba, 18(Supl.), 83. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/29840