Perfil de pacientes com leucemia mieloide crônica tratados com o nilotinibe - inibidor de tirosina-quinase de 2ª geração

Autores

  • Marcelo Gil Cliquet Docente, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Fabio Moreira Campos Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Gabriel Murad Takao Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Gabriela Emirandetti de Paula Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Manoela Trevisan Vigorito Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Marina Gevertoski Cruz Acadêmico, Medicina, FCMS/PUC-SP
  • Ana Gabriela Poveda Bismara Residente, Hematologia, FCMS/PUC-SP

Palavras-chave:

leucemia mieloide crônica, inibidor de tirosina-quinase, nilotinibe

Resumo

Introdução: A leucemia mielóide crônica (LMC) é uma neoplasia associada à translocação recíproca entre os cromossomos 9 e 22, que origina o gene de fusão Bcr/Abl. Avanços no tratamento da LMC surgiram com o desenvolvimento do inibidor de tirosina-quinase (TK) de 1a geração, o imatinibe. O desenvolvimento de resistência ao inibidor levou a criação de inibidores de 2a geração, como o nilotinibe. Objetivos: Traçar o perfil de pacientes com LMC em tratamento com inibidor de 2a geração e entender o motivo da troca do inibidor. Materiais e Métodos: Levantamento de dados de história clínica de pacientes diagnosticados com LMC no Conjunto Hospitalar de Sorocaba. Resultados: Dos 11 prontuários analisados, 54,5% eram homens. A média de idade foi de 53,7 anos. Dos prontuários analisados, 63,6% pacientes passaram a utilizar o nilotinibe por resistência e 36,4% devido à toxicidade e efeitos colaterais do imatinibe. Dos 11 pacientes, 18,2% não fazem mais tratamento com inibidor de TK; nos demais, 45,4% apresentam resposta molecular maior (RMM) e 27,3% apresentam resposta molecular completa (RMC); 9% dos pacientes em uso de inibidor de TK não apresentaram RMM. Discussão: Foi verificado que a resistência à droga foi o principal motivo para a troca de inibidor de TK. Nestes, a média de meses utilizando imatinibe foi de 44,4 meses e 86% atingiram a RMM ou a RMC. Dos pacientes que trocaram de inibidor devido à toxicidade, a média de meses utilizando imatinibe foi de 17,75 meses e 50% atingiram a RMM ou RMC. Os pacientes em RMC tiveram uma média de 56,7 meses de uso de nilotinibe. Conclusão: O uso de nilotinibe nos pacientes que apresentaram resistência ou reações adversas mostrou-se eficaz em comparação com os efeitos do imatinibe. Com os dados obtidos, a RMC também é um fator presente nos pacientes que obtiveram sucesso no tratamento a longo prazo.

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Publicado

2016-10-07

Como Citar

Cliquet, M. G., Campos, F. M., Takao, G. M., Paula, G. E. de, Vigorito, M. T., Cruz, M. G., & Bismara, A. G. P. (2016). Perfil de pacientes com leucemia mieloide crônica tratados com o nilotinibe - inibidor de tirosina-quinase de 2ª geração. Revista Da Faculdade De Ciências Médicas De Sorocaba, 18(Supl.), 100. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/29860