Sémiotique et innovation
DOI:
https://doi.org/10.23925/2763-700X.2022n4.60284Palavras-chave:
créativité, sémiotique de la culture, gestualité, innovationResumo
O artigo primeiro apresenta uma breve visão geral do potencial da semiótica como disciplina para apoiar a inovação. Segue-se uma descrição e análise de uma prática inovadora espontânea : a de um policial que, num cruzamento importante em Manila, transforma os gestos codificados associados à sua função de controle de tráfego em uma dança ao estilo de Michael Jackson, conferindo de uma maneira inesperada uma nova semantização a uma cena banal da vida urbana. Dessa descrição, emerge uma série de constantes que permitem traçar as premissas de uma semiótica da inovação : a inovação i) nunca nasce no vácuo ; brota de materiais semióticos preexistentes ; ii) combina dois ou mais sistemas semióticos ; iii) pressupõe, entre esses sistemas, semelhanças estruturais que não eram vistas previamente ; iv) impõe a ruptura de hábitos semióticos e uma reconfiguração da cultura ; v) é sempre arriscada porque é um processo comunicativo cujo sucesso depende do encontro entre intentio auctoris, intentio lectoris e intentio operis ; vi) quando é bem sucedida, implica em imitação, o que rapidamente a transforma numa banalidade.
Referências
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