Mulheres indígenas, agentes de mudança

Autores/as

  • Kati Caetano Universidade Tuiuti do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.23925/2763-700X.2023n6.64713

Palabras clave:

changement, émancipation, féminin, indigène, légitimation

Resumen

Nossa reflexão a respeito de mudança articula duas frentes imbricadas de análise : o regime de ações e o regime de mudanças. Conjugamos essa perspectiva teórica a um empírico, o do movimento de indígenas mulheres brasileiras, mediante um levantamento não exaustivo de ações geradoas de transformações, visando à subjetivação e emancipação políticas. Pelo menos duas mudanças radicais podem ser identificadas como regimes estruturantes de novas formas de vida, uma vez que ao serem implementadas promulgam a legitimação das práticas como se já instituídas. Tais alterações capilarizam-se por meio de interações presenciais ou virtuais, reafirmando a existência de um actante coletivo composto por vida plurais e experienciando espaços-tempos heterogêneos da transição, mas conjugados pelo sentimento de comunalidade nos modos de presença no mundo.

Citas

Abreu, L.F., A.C. Araujo e A.C. da Silva, Enciclopédias da barbárie : práticas simbólicas e escritas de comunalidade a partir de La literatura nazi en America, ANAIS do 32º Encontro da Compós, São Paulo, 2023.

Altoé, L., “Resistência Indígena na História do Brasil”, MultiRio, RJ, 7 abr. 2021 (https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/17165-resist%C3%AAncia-ind%C3%ADgena-na-hist%C3%B3ria-do-brasil).

Bicalho, P., “Resistir era preciso : O Decreto de Emancipação de 1978, os povos indígenas e a sociedade civil no Brasil, Revista Topoi, vol. 20, 40, 2019 (www.revistatopoi.org).

Bowman, P., e R. Stamps, R. (orgs.), “Against an ebbing tide : an interview with Jacques Rancière”, Reading Rancière, Londres, Continuum, 2011.

Caetano, K., e G. Pieroni, “A conscientização do corpo-território : sedução e violência em perspectiva indígena”, Anais 32º COMPÓS, 2023 (https://proceedings.science/compos/compos-2023/trabalhos/a-conscientizacao-do-corpo-territorio-seducao-e-violencia-em-perspectiva-indigen?lang=pt-br).

Diáz, F., Escrito : Comunalidad energía viva del pensamiento mixe, México, UNAM, 2007.

Cardim, F., Tratados da Terra e da Gente do Brasil, 1583 (Digital.bbm.usp.br).

Fontanille, J., Formes de vie, Liège, Presses Universitaires de Liège, 2015.

Greimas, A.J., Semiótica e ciências sociais, São Paulo, Cultrix, 1976.

Landowski, E., “Pour une grammaire de l’altérité”, Acta Semiotica, III, 5, 2023.

Marques, A., e M.A.M. Prado, “Os processos de subjetivação e emancipação política em Jacques Rancière”, Psicologia e sociedade, 34, 2022.

May, T., e L. Quintana, “The Politics of Bodies : Philosophical Emancipation with and beyond Ranciére”, Revista de Estudios Sociales (http://journals.openedition.org/revestudsoc/51686).

Oliveira, A.C. de, “Nos caminhos da (sócio) semiótica, a ação política e engajada”, in id. (org.), Por uma Semiótica engajada, São Paulo, Estação das Letras e Cores, 2022.

Quintana, L., “Jacques Rancière and the emancipation of bodies”, Philosophy & Social Criticism, 45, 2, 2019.

Quintana, L., Política de los cuerpos : emancipaciones desde y más allá de Jacques Rancière, Barcelona, Herder, 2020.

Rancière, Jacques, Aux bords du politique, Paris, Gallimard, 2004.

Rancière, Jacques, A partilha do sensível : estética e política, São Paulo, Editora 34, 2009.

Reis, E.A., R.B. Barbosa e E. Rodrigues, “A representação do índio no livro didático”, Anais da Semana de Pedagogia da UEM, Maringá, vol. 1, 1, 2012.

Rezende, M.J., “Mudança social no Brasil : a construção de um ideário conservador”, Tempo Social. Revista de Sociologia da USP, São Paulo, out.1998.

Schwartzmann, M.N., e L.H. da Silva, “Romper, desviar, desafiar : reflexões por uma semiótica implicada”, Estudos Semióticos, 18, 3, 2022.

Staden, H., Duas viagens ao Brasil, 1557 (Brasilescola.uol.com.br).

Starling, H., Brasil Doc. Arquivo, UFMG (https://www.ufmg.br/brasildoc/).

Publicado

2023-12-23

Cómo citar

Caetano, K. (2023). Mulheres indígenas, agentes de mudança. Revista Acta Semiotica, 3(6), 124–138. https://doi.org/10.23925/2763-700X.2023n6.64713

Número

Sección

Analyses