Mulheres indígenas, agentes de mudança
DOI:
https://doi.org/10.23925/2763-700X.2023n6.64713Palabras clave:
changement, émancipation, féminin, indigène, légitimationResumen
Nossa reflexão a respeito de mudança articula duas frentes imbricadas de análise : o regime de ações e o regime de mudanças. Conjugamos essa perspectiva teórica a um empírico, o do movimento de indígenas mulheres brasileiras, mediante um levantamento não exaustivo de ações geradoas de transformações, visando à subjetivação e emancipação políticas. Pelo menos duas mudanças radicais podem ser identificadas como regimes estruturantes de novas formas de vida, uma vez que ao serem implementadas promulgam a legitimação das práticas como se já instituídas. Tais alterações capilarizam-se por meio de interações presenciais ou virtuais, reafirmando a existência de um actante coletivo composto por vida plurais e experienciando espaços-tempos heterogêneos da transição, mas conjugados pelo sentimento de comunalidade nos modos de presença no mundo.
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