DO AUTISMO NOS TEMPOS DO CAPITALISMO AO SUJEITO AUTISTA DA PSICANÁLISE

Juliana María Bueno Restrepo

Resumo


Resumo: Ao longo da história, diferentes discursos têm determinado as
relações entre os sujeitos, suas formas de adoecimento e as disciplinas
que se ocupam destas. Na atualidade, a ciência e o capitalismo se
encontram no zênite do social, in/uenciando signi0cativamente
disciplinas como a psiquiatria e a psicologia, as quais hoje se apresentam
como aquelas capazes de responder aos ideais de um “discurso cientí0co”
que busca produzir resultados em um curto período de tempo através de
tratamentos homogeneizantes. Na abordagem do autismo, as terapias
cognitivo-comportamentais são aquelas que cumprem com os pedidos
de “cienti0cidade” e que, ademais, ao catalogar o autismo como um
“transtorno”, oferecem à criança, das mãos da psiquiatria, uma grande
quantidade de psicofármaco com a 0nalidade de fazer os autistas “mais
normais, mais adaptados”. A psicanálise, por sua parte, não trata o
autismo, mas a cada autista, reconhecendo-o como um sujeito, único e
singular. O presente texto tem por objetivo revisar a especi0cidade da
abordagem psicanalítica do autismo em tempos em que o capitalismo e
a ciência comandam o laço social.
Palavras-chave: autismo; sujeito autista; ciência; discurso capitalista;
discurso da psicanálise.

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DOI: https://doi.org/10.5546/peste.v4i2.22114