Pragmatismo e percepção sensorial: é a teoria de Peirce, Dewey e Mead idêntica à de Aristóteles?

Autores/as

  • Renato Schaeffer

Resumen

Percepção sensorial: até hoje um grande mistério filosófico. O presente trabalho divide-se em duas partes. A primeira sintetiza a crítica ao modelo representacionista intracerebral predominante, e enuncia um argumento que prepara o terreno para a segunda parte do trabalho. Nesta, a teoria pragmatista da percepção é equiparada à de Aristóteles, em De Anima. Eis, grosso modo, o argumento: (1) percepção resulta de fatores causais da natureza inerentes à transação organismo-ambiente; (2) tais fatores não podem ser encontrados entre os elementos ontológicos revelados na própria percepção; logo, (3) a estrutura ontológica revelada na percepção não reflete a total complexidade da transação real organismo-ambiente. Esta conclusão é crucial para entender a teoria pragmatista-aristotélica da percepção: passagem da fase sujeito-no-mundo para a fase mundo-no-sujeito, via "recepção imaterial de formas" - estabelecimento de campo anteceptivo consciente de potencialidades de ação subentendidas em tais formas. Pragmatismo como naturalismo esclarecido: a percepção é a versão histórico-natural mais evoluída do mesmo mecanismo chave-e-fechadura próprio da detecção de formas inerente a interações ontológicas elementares - biológicas e mesmo físico-químicas. Mas em vez de detecçâo-na-ação nomológica/biológico automática: detecção consciente, em aberto, de possibilidades de ação livre inscritas no ambiente do percipiente.

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Cómo citar

Schaeffer, R. (2013). Pragmatismo e percepção sensorial: é a teoria de Peirce, Dewey e Mead idêntica à de Aristóteles?. Cognitio: Revista De Filosofia, (1), 102–116. Recuperado a partir de https://revistas.pucsp.br/cognitiofilosofia/article/view/13426

Número

Sección

Artigos Cognitio