Dignidade e finitude

Marcia Regina Chizini Chemin, Waldir Souza

Resumo


Ainda que a tecnologia tenha proporcionado inúmeras mudanças positivas à vida, também trouxe à tona questões delicadas que implicam ao homem pensar a própria morte. Ainda que inevitável e inexorável, a morte, passou a ser processo e pode sofrer intervenções que por sua vez podem prolongar inutilmente o sofrimento do paciente e de sua família. A nova realidade exige uma ressignificação das bases tradicionais e conclama a buscar nos valores espirituais uma luz. O objetivo é repetir sobre a dignidade e a autonomia do indivíduo, a possibilidade de manifestar antecipadamente vontade sobre os tratamentos em final de vida. O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica com breve análise das Escrituras e dos ensinamentos do Magistério da Igreja Católica, e bibliografia com enfoque bioético. Pôde-se concluir que embora frente à morte não se tenha liberdade, pode-se respeitar a autonomia do paciente, a fim que a sua terminalidade possa ocorrer de forma mais humana, digna e respeitosa.

Palavras-chave


Morte; Dignidade; Autonomia; Diretivas Antecipadas de Vontade; Humanização

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DOI: https://doi.org/10.23925/rct.i90.32810

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