O desenho da escrita

Ana Luiza M. Garcia

Resumo


É comum, hoje em dia, ouvir-se falar da escrita como de um código independente, diverso e desvinculado do código de linguagem oral, mas rejeitar de fato a escrita como contrapartida necessária da fala é raro, porque contraria um senso-comum profundamente arraigado. Este trabalho argumenta exatamente em direção a uma definição da escrita como uma relação não necessária com o oral, relação essa que na sua origem traduzia-se não unicamente no auditivo, mas, autonomamente, no visual. Nesse sentido, é interessante observar como as crianças pequenas tiram partido do ‘biomorfísmo’ das letras do alfabeto, em que cada letra assume a forma de pessoas, parte do corpo ou objetos do uso corrente, empregando esforços intelectuais para reinventá-las através de uma atividade lúdica que joga com o simbolismo oculto do alfabeto.

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