Deficiência auditiva progressiva em crianças e jovens: prevalência das características audiológicas

Altair Cadrobbi Pupo

Resumo


Este estudo teve como objetivo verificar a prevalência dos achados audiológicos em um grupo de crianças e jovens deficientes auditivos, que tiveram, ao longo de suas vidas, perdas auditivas neurossensoriais progressivas.
Foram selecionados 30 crianças e jovens com perda auditiva neurossensorial, congênita ou adquirida, com qualquer configuração e grau de perda auditiva, que apresentaram piora no limiar auditivo de pelo menos 15dB em duas ou mais freqüências, em pelo menos uma orelha, sem alterações no ouvido médio que justificassem a progressão ou flutuação da perda.
Os resultados mostraram que houve diferenças significantes entre os limiares tonais da primeira e da última audiometria nas freqüências estudadas, com progressão maior nas freqüências 1, 2, 3 e 4kHz. Houve predominância da progressão da perda auditiva em pacientes com perda moderadamente severa e severa. Constatou-se tendência da progressão ocorrer bilateralmente. Quando ocorreu unilateralmente, a tendência foi à progressão na orelha com melhores limiares tonais. A progressão ocorreu de forma simétrica ou assimétrica. No entanto, quando ocorreu de forma assimétrica, a tendência foi à progressão maior nas freqüências com limiares tonais melhores. Houve predominância de casos com padrão de variação da perda auditiva, progressiva e flutuante/progressiva, constatou-se tendência a ocorrer o mesmo padrão de variação em ambas as orelhas. Observou-se, em alguns casos, que a piora do Índice de Reconhecimento de Fala foi anterior à piora do limiar tonal.

Palavras-chave


deficiência auditiva progressiva, surdez progressiva, disacusia neurossensorial progressiva, surdez na infância.

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