Comunicação entre funcionários de uma unidade de saúde e pacientes surdos: um problema?

Autores

  • Amanda Monteiro Magrini Mestranda do Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia PUCSP.
  • Teresa Maria Momensohn dos Santos Fonoaudióloga, Professora Titular da Faculdade de Ciências e da Saúde PUCSP.

Palavras-chave:

surdez, Sistema Único de Saúde, sistemas de informação em atendimento ambulatorial.

Resumo

A comunicação entre os profissionais da saúde e o paciente surdo tem sido uma barreira que prejudica a eficiência do seu atendimento. O decreto Nº 5.626 estabelece que pelo menos 5% dos funcionários das unidades do serviço público devem ser capacitados para o uso e interpretação da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Objetivo: investigar a comunicação dos funcionários com o paciente surdo,  em uma unidade de saúde, e consequente cumprimento do decreto NO. 5.626. Método: estudo transversal por meio de questionário aplicado em 40 funcionários de uma Unidade de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade de Belém-PA. Análise quantitativa e qualitativa do discurso dos funcionários, sob a ótica da Análise de Conteúdo Categorial Temática. Resultado: 80% dos participantes (n: 32) atende pessoas surdas, embora diga não estar preparado para tal (n: 39- 97,5%) e nem saber Libras (n: 37- 92,5%). Entre os entrevistados 77,5% (n: 31) sabe da existência e necessidade de se conhecer Libras, porém não busca preparação devido à falta de tempo, de informações sobre o curso, por problemas financeiros e por não ver importância em aprender a língua especificamente. Quase a totalidade 97,5% (n: 39) gostaria que a unidade proporcionasse o curso específico de Libras. Conclusão: Há um despreparo dos funcionários no atendimento do paciente surdo e o Decreto Nº 5.626 de 22/12/ 2005, embora aprovado, não está sendo cumprido.

 

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Publicado

2014-09-12

Edição

Seção

Artigos