Intervenção fonoaudiológica em um caso de toxoplasmose congênita

Camila de Castro Corrêa, Maria Renata José, Vanessa Luisa Destro Fidêncio, Ana Paola Nicolielo, Simone Aparecida Lopes-Herrera, Luciana Paula Maximino

Resumo


INTRODUÇÃO: Os pontos de calcificação no cérebro e alterações nas vias de recepção provocadas pela toxoplasmose congênita implicam na necessidade de investigação do desempenho na linguagem e nas habilidades psicolinguísticas. OBJETIVO: descrever o processo de avaliação de Linguagem de uma criança com histórico de toxoplasmose congênita, assim como a proposta terapêutica e os resultados obtidos com a intervenção fonoaudiológica. APRESENTAÇÃO DO CASO CLÍNICO: O paciente V., gênero masculino, seis anos, cursando o ensino fundamental, foi submetido a 45 sessões de terapia fonoaudiológica, durante oito meses. Quanto à intervenção, foi utilizado o modelo psicolinguístico. Foram realizadas avaliações pré e pós-intervenção, utilizando testes para avaliar o nível fonológico, semântico, sintático e pragmático da linguagem. RESULTADOS: Em relação à fonologia constatou-se que o total de processos fonológicos na imitação pré-intervenção foi de 56 e pós de 44. Já na prova de nomeação, foram observados 50 processos pré e 48 pós. Nos achados psicolinguísticos foi evidenciada evolução nas habilidades auditivo-vocais pós-intervenção fonoaudiológica. COMENTÁRIOS FINAIS: Ressaltou-se a necessidade de uma avaliação abrangente da linguagem e das habilidades psicolinguísticas neste caso. De acordo com a proposta terapêutica utilizada, observou-se evolução nos níveis fonológico, semântico, sintático e pragmático da linguagem, porém estes ainda encontraram-se em defasagem quando relacionados à idade cronológica do paciente.


Palavras-chave


fonoaudiologia; toxoplasmose congênita; linguagem; evolução clínica; fonoterapia; condutas terapêuticas.

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