Há concordância entre pais e filhos quanto a seus comportamentos vocais?

Autores

  • Carla Lucélia Bessani Paixão Universidade Tuiuti do Paraná
  • Larissa Thaís Donalonso Siqueira Universidade de São Paulo - Faculdade de Odontologia de Bauru
  • Ana Cristina Coelho Departamento de Fonoaudiologia de Bauru
  • Alcione Ghedini Brasolotto Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
  • Kelly Cristina Alves Silverio Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Distúrbios da voz, Criança, Relações Familiares, Hábitos, Disfonia.

Resumo

Objetivos: Investigar se os pais percebem as alterações vocais de seus filhos e se há concordância entre comportamentos vocais relatados por pais e filhos, considerando-se crianças com e sem alterações vocais. Métodos: Participaram 28 crianças disfônicas (grupo disfônico - GD) e 22 crianças sem alterações vocais (grupo controle - GC). A presença da alteração vocal foi detectada por avaliação perceptivo-auditiva. Todos responderam a um questionário com questões fechadas, referentes a fatores prejudiciais à voz nos últimos seis meses. O questionário dos pais continha uma questão adicional sobre a opinião que tinham a respeito da voz de seu filho. Aplicou-se o teste de Concordância Kappa para analisar a existência de concordância entre a opinião dos pais em relação às vozes de seus filhos e a classificação da voz das crianças realizadas por juízes. Analisou-se também a concordância entre comportamentos vocais relatados por pais e filhos. Resultados: No GD houve fraca concordância em relação à avaliação perceptivo-auditiva das vozes das crianças e a opinião dos pais e mães sobre as vozes de seus filhos. Porém no GC, houve concordância ótima para os pais, enquanto que para as mães a concordância foi perfeita. Quanto aos fatores prejudiciais à voz, houve concordância em ambos grupos quanto à presença e a ausência de comportamentos relatados pelos pais e crianças. Conclusão: Os pais de crianças disfônicas têm dificuldade em perceber a alteração vocal de seus filhos. Além disso, houve concordância entre presença ou ausência de comportamentos vocais nocivos autorreferidos pelas crianças disfônicas e com vozes saudáveis e seus respectivos pais.

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Biografia do Autor

Carla Lucélia Bessani Paixão, Universidade Tuiuti do Paraná

Fonoaudióloga; Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação da Universidade Tuiuti do Paraná – UTP, Curitiba/PR – Brasil.

Larissa Thaís Donalonso Siqueira, Universidade de São Paulo - Faculdade de Odontologia de Bauru

Fonoaudióloga; Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia e doutoranda pelo mesmo programa da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

Ana Cristina Coelho, Departamento de Fonoaudiologia de Bauru

Fonoaudióloga, Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

Alcione Ghedini Brasolotto, Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

Livre docente do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

Kelly Cristina Alves Silverio, Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

Docente do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

Publicado

2015-11-13

Como Citar

Paixão, C. L. B., Siqueira, L. T. D., Coelho, A. C., Brasolotto, A. G., & Silverio, K. C. A. (2015). Há concordância entre pais e filhos quanto a seus comportamentos vocais?. Distúrbios Da Comunicação, 27(4). Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/22262

Edição

Seção

Artigos