Psicopoder e arquitetura algorítmica

proposta de um modelo cíclico de captura e indução da subjetividade nas plataformas digitais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76121

Palavras-chave:

Arquitetura algorítmica, Indução comportamental, Plataformas digitais, Psicopoder, Subjetividade

Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar a arquitetura algorítmica das plataformas digitais a fim de demonstrar que nela se estrutura um modelo cíclico de captura e indução da subjetividade, evidenciando sua correspondência com o conceito de psicopoder. Parte-se do seguinte problema de pesquisa: de que modo a arquitetura algorítmica das plataformas digitais organiza um ciclo de coleta, processamento e direcionamento de dados capaz de materializar o psicopoder na sociedade digital? Adota-se metodologia qualitativa, de abordagem teórico-filosófica, desenvolvida mediante revisão bibliográfica e análise conceitual, com emprego do método hipotético-dedutivo. A hipótese deste estudo sustenta que as plataformas operam por meio de ciclo técnico contínuo de coleta, processamento, direcionamento e retroalimentação de dados (plataformas digitais, coleta e armazenamento de dados, algoritmos, saída de dados e retroalimentação do sistema), convertendo subjetividade em informação quantificável e reconduzindo-a ao indivíduo sob a forma de indução comportamental. Como resultado, propõe-se um modelo teórico-cíclico de operacionalização do psicopoder nas plataformas digitais, estruturado em etapas interdependentes que evidenciam a transformação da liberdade em matéria-prima informacional. Conclui-se que o psicopoder não se manifesta apenas como categoria filosófica abstrata, mas como estrutura técnica organizada, cuja arquitetura algorítmica potencializa a captura e a modulação da subjetividade na sociedade digital.

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Biografia do Autor

Marcelino Meleu, Universidade Regional de Blumenau

Doutor e Pós-Doutor em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Professor efetivo e pesquisador do PPGD da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Líder do Grupo de Pesquisa CNPq/FURB “Direitos Humanos, Dignidade & Reconhecimento”.  Membro da Rede Brasileira de Pesquisa Jurídica em Direitos Humanos (UNESC, UNIRITTER, UNIJUÍ, UFMS, PUC-CAMPINAS, UNIT, UNICAP, CESUPA, UFPA, FURB). Advogado e Mediador.

Stephani Bonassa, Universidade Regional de Blumenau

Mestranda em Direito Público pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), com pesquisa voltada à hipervulnerabilidade da população idosa no contexto das plataformas digitais, inteligência artificial e proteção jurídica de grupos hipervulneráveis. Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC). Graduada em Direito pela Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE, 2011). Advogada. Membro do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Dignidade e Reconhecimento, certificado pelo CNPq e vinculado à FURB.

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Publicado

2026-08-11

Como Citar

Meleu, M., & Bonassa, S. (2026). Psicopoder e arquitetura algorítmica: proposta de um modelo cíclico de captura e indução da subjetividade nas plataformas digitais. Revista Fronteiras Interdisciplinares Do Direito, 1(1), 176–195. https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76121