Metapoética em Com os meus olhos de cão, de Hilda Hist: transcendência como experiência poética-filosófica

Autores

  • Gabriel Victor Rocha Pinezi Universidade Estadual de Londrina

Palavras-chave:

Metapoética, Originalidade, Experiência Literária, Romantismo, Hilda Hilst

Resumo

O presente artigo apresenta uma leitura do tema da transcendência em Com meus olhos de cão, de Hilda Hilst, entendendo-a como um exemplo da configuração metapoética da obra da autora. Tal leitura se baseia na interpretação de Agamben da transcendência enquanto um experimentum linguae, ou seja, uma experiência poética com a linguagem. Assim, pretende-se mostrar de que forma o personagem Amós Kéres, poeta e matemático, simboliza a figura do escritor romântico em busca da originalidade de sua escrita. Narrando o embate de Amós com a experiência de um profundo tédio existencial – em diálogo com o Fausto, de Goethe – Hilda Hilst apresenta o processo de criação (poiésis) como uma experiência formalmente idêntica à do filósofo diante do nada.

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Biografia do Autor

Gabriel Victor Rocha Pinezi, Universidade Estadual de Londrina

Bolsista PNPD, mestrado em filosofia, UEL. Doutor em Letras.

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Publicado

2016-12-15

Como Citar

Rocha Pinezi, G. V. (2016). Metapoética em Com os meus olhos de cão, de Hilda Hist: transcendência como experiência poética-filosófica. FronteiraZ. Revista Do Programa De Estudos Pós-Graduados Em Literatura E Crítica Literária, (17), 197–214. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/fronteiraz/article/view/26948

Edição

Seção

Ensaios Literários