O arquivo e o sonho: a montagem como processo de mediação em “Sem Sol”, de Chris Marker

Autores

  • Julia Gonçalves Declie Fagioli Universidade Federal de Minas Gerais / Doutoranda

Palavras-chave:

montagem, imagem de arquivo, sonho, memória, “Sem Sol”

Resumo

O que propomos, no presente artigo, é pensar a montagem – e, mais especificamente, a montagem de imagens de arquivo – como processo de mediação entre as imagens e o espectador. Para isso, recorremos às ideias de Georges Didi-Huberman para refletir sobre as imagens do sonho e as imagens de arquivo. Ambas – cada uma à sua maneira – carregam vestígios da memória e possuem caráter lacunar. Apenas quando são articuladas no sonho, ou na montagem – no caso do cinema documentário – que se configura um novo sentido. Analisaremos “Sem sol” de Chris Marker, em que as imagens de arquivo são montadas de forma a proporcionar uma reflexão sobre a memória e a história. O filme é construído com imagens de arquivo e leituras de cartas de um cinegrafista viajante, o que confere à narrativa um caráter imaginativo, característica essencial da lembrança e da memória.

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Biografia do Autor

Julia Gonçalves Declie Fagioli, Universidade Federal de Minas Gerais / Doutoranda

Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Minas Gerais. Linha de pesquisa: Pragmáticas da Imagem.


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Publicado

2014-06-06

Edição

Seção

Artigos | Articles