Mecanismos psíquicos e binge-watching

uma análise psicanalítica do consumo excessivo de séries

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/lf.v18i01.50276

Palavras-chave:

Psicanálise, Binge-watching, Mecanismos de Defesa

Resumo

O presente estudo investiga os mecanismos psíquicos associados ao fenômeno do binge-watching sob a ótica da psicanálise. A pesquisa, de natureza exploratória e abordagem mista, utilizou as escalas Problematic Series Watching Scale (PSWS) e Binge-Watching Engagement and Symptoms Questionnaire (BWESQ) para a seleção de uma amostra qualitativa composta por oito participantes com alto índice de consumo de séries. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, analisadas utilizando teoria psicanalítica. Os resultados demonstram que o consumo excessivo de séries atua como uma estratégia de regulação emocional e defesa psíquica, servindo de refúgio contra angústias da realidade material. Identificou-se a prevalência de mecanismos como identificação, projeção, introjeção e a presença de um Ideal do Ego externo projetado em figuras fictícias. O estudo revela que o investimento afetivo nas narrativas gera relações parassociais que oferecem segurança emocional, mas que podem culminar em isolamento social e na distorção de expectativas sobre relacionamentos reais. Conclui-se que o binge-watching configura-se como um sintoma contemporâneo, onde a imersão ficcional busca compensar sofrimentos psíquicos, estabelecendo um ciclo vicioso entre o alívio imediato e a evitação da realidade.

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Biografia do Autor

Larissa Otsuka Mesquita, Univerisdade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Acadêmica de Psicologia na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), cursando Analise e Desenvolvimento de Sistemas pela Universidade da Amazônia (UNAMA), e fazendo especialização em Psicanálise e Clinica pela Faculdade Metropolitana de São Paulo (FAMESSP)

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Publicado

2026-06-26

Como Citar

Mesquita, L. O., & Sonoda, K. (2026). Mecanismos psíquicos e binge-watching: uma análise psicanalítica do consumo excessivo de séries. Leitura Flutuante, 18(01), 207–228. https://doi.org/10.23925/lf.v18i01.50276