Ancorar é preciso; navegar não é preciso
a psicanálise como intervenção psicossocial em um caso grave de saúde mental em contexto migratório
DOI:
https://doi.org/10.23925/lf.v18i01.75707Palavras-chave:
saúde mental, desinstitucionalização, psicanálise, migração, atenção psicossocialResumo
Este artigo analisa, a partir de um estudo de caso qualitativo inscrito na pesquisa-ação, a aplicação do método das ancoragens do sujeito no processo de desinstitucionalização de um paciente nigeriano em grave vulnerabilidade psicossocial, acompanhado em um hospital psiquiátrico público do Norte do Brasil. Ao articular psicanálise, atenção psicossocial e clínica territorial, o texto reconstrói o percurso de Nauta desde a internação prolongada até a construção de apoios institucionais, comunitários e subjetivos capazes de sustentar um projeto terapêutico singular. Os achados indicam que a escuta clínica orientada pela singularidade e pela leitura das forças vitais ainda em operação pode favorecer processos de desinstitucionalização e reinscrição social.
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