Racial inequalities in access to sewerage services in Brazilian metropolitan regions
Keywords:
environmental racism, basic sanitation, environmental inequality, periphery, censusAbstract
The proliferation of the environmental crisis and its unequal urban impacts, though a focus of recent research, intersects with longstanding Brazilian urban challenges such as basic sanitation. This article aims to provide an overview of racial inequalities in access to sewage services, considering three factors: a comparative analysis at the metropolitan scale; an examination of inequalities along the racial distribution of localities; and the quality of sanitation infrastructure. Our findings reveal an overall improvement in sewage coverage for all groups between 2010 and 2022. Nonetheless, a robust and persistent disparity remains apparent across all analyzed variables, displaying distinct patterns among different metropolitan regions and perpetuating historical environmental injustices.
References
ACSELRAD, Henri (2002). Justiça ambiental e construção social do risco. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 5, p.49 - 60. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/made/article/view/22116>. Acesso em: 12 jan. 2025.
ACSELRAD, H (2010). Ambientalização das lutas sociais - o caso do movimento por justiça ambiental Estudos Avançados, v. 24, n. 68, p. 103–119.
ACSELRAD, H.; MELLO, C.; BEZERRA, G. (2009). O que é Justiça Ambiental. Rio de Janeiro: Garamond
ANAND, N. (2011). PRESSURE: The PoliTechnics of Water Supply in Mumbai. Cultural Anthropology, v. 26, n. 4, p. 542–564.
ANAND, N.; GUPTA, A.; APPEL, H. (Orgs.) (2018). The promise of infrastructure. Durham: Duke University Press.
BANZHAF, H.; MA, L; TIMMINS, C. (2019). Environmental Justice: Establishing Causal Relationships. Annual Review of Resource Economics, v. 11, n. 1, p. 377–398.
BANZHAF, S.; MA, L.; TIMMINS, C. (2019). Environmental Justice: The Economics of Race, Place, and Pollution. Journal of Economic Perspectives, v. 33, n. 1, p. 185–208.
BOYCE, J.; ZWICKL, K.; ASH, M. (2016). Measuring environmental inequality. Ecological Economics, v. 124, p. 114–123.
BRASIL. Ministério das Cidades (2014). Plano Nacional de Saneamento Básico - PLANSAB: mais saúde com qualidade de vida e cidadania. Brasília: Ministério das Cidades, 220p. Disponível em: https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosSNSA/PlanSaB/plansab_texto_editado_para_download.pdf. Acesso em: 06 abr. 2022.
BRITTO, A. L.; LIMA, S.; HELLER, L.; (2012). Da fragmentação à articulação: a política nacional de saneamento e seu legado histórico. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, v. 14, n. 1, p. 65, 2012.
CAVALCANTI, M.; ARAUJO, M. (2023). Autoconstrução e produção da cidade: outra genealogia dos estudos de infraestruturas urbanas. ESTUDOS AVANÇADOS, 37 (107): p. 7-24.
CIRNE, M.; DE SOUSA, M. (2024). Racismo ambiental no Brasil: um olhar sobre o acesso desigual ao saneamento básico através dos dados do censo de 2022. Revista de Direito Agrário e Agroambiental, v. 10, n. 1. Disponível em: <https://indexlaw.org/index.php/rdaa/article/view/10429>. Acesso em: 18 mar. 2025.
BULLARD, R. (2018). Dumping in Dixie: Race, class, and environmental quality. Routledge.
DOWNEY, L; DUBOIS, S.; HAWKINS, B.; et al. Environmental Inequality in Metropolitan America. Organization & Environment, v. 21, n. 3, p. 270–294, 2008.
ELLIOTT, J. R.; FRICKEL, S. (2013). The Historical Nature of Cities: A Study of Urbanization and Hazardous Waste Accumulation. American Sociological Review, v. 78, n. 4, p. 521–543.
FERNÁNDEZ, I. C.; KOPLOW-VILLAVICENCIO, T.; MONTOYA-TANGARIFE, C (2023). Urban environmental inequalities in Latin America: A scoping review. World Development Sustainability, v. 2, p. 1-12.
FISCHER, B. (2008). A poverty of rights: citizenship and inequality in twentieth-century Rio de Janeiro. Stanford, Calif: Stanford University Press, 2008.
HERCULANO, S. (2002). Riscos e desigualdade social: a temática da Justiça Ambiental e sua construção no Brasil. I Encontro da ANPPAS.
HERCULANO, S. (2008). O clamor por justiça ambiental e contra o racismo ambiental. Revista de gestão integrada em saúde do trabalho e meio ambiente, v. 3, n. 1, p. 1-20.
JESUS, V. (2020). Racializando o olhar (sociológico) sobre a saúde ambiental em saneamento da população negra: um continuum colonial chamado racismo ambiental. Saúde e Sociedade, v. 29, n. 2, p. 1-15.
KOWARICK, Lucio (1979). A espoliação urbana. São Paulo: Paz e Terra.
LARKIN, B. (2020). Políticas e Poéticas da Infraestrutura. Anthropológicas, v.31, n.2, p. 28-60.
LIMA, M. (2023). Infraestruturas residuais: colonialismos na gestão de resíduos e a política catadora. Estudos Avançados, v. 37, n. 107.
MARICATO, E. (2000). Urbanismo na periferia do mundo globalizado: metrópoles brasileiras. São Paulo em Perspectiva, v. 14, n. 4, p. 21–33.
MARQUES, E. (1996). Equipamentos de saneamento e desigualdades no espaço metropolitano do Rio de Janeiro. Cadernos de Saúde Pública, v. 12, n. 2, p. 181–193.
_______. (2000) Estado e redes sociais: permeabilidade e coesão nas políticas urbanas no Rio de Janeiro. São Paulo: Revan/FAPESP.
_______. (2015). Condições habitacionais e urbanas no Brasil. In: ARRETCHE (org.) Trajetórias das Desigualdades: como o Brasil mudou nos últimos cinquenta anos. Editora Unesp; CEM.
MACHADO, L. (2011). A política na favela. Dilemas, v. 4, n. 4, p. 699-716, [1967].
MARQUES, E.; BICHIR, R. (2001). Investimentos públicos, infra-estrutura urbana e produção da periferia em São Paulo. Espaço & Debates, v. 27, n. 42, p. 9–30.
MENICUCCI, T.; D’ALBUQUERQUE, R. (2018). Política de saneamento vis–à-vis à política de saúde: encontros, desencontros e seus efeitos. In: Saneamento como política pública: um olhar a partir dos desafios do SUS. [s.l.]: Fiocruz.
MOHAI, P.; PELLOW, D.; ROBERTS, J. (2009). Environmental Justice. Annual Review of Environment and Resources, v. 34, n. 1, p. 405–430.
MOHAI, P.; SAHA, R. (2015). Which came first, people or pollution? A review of theory and evidence from longitudinal environmental justice studies. Environmental Research Letters, v. 10, n. 12, p. 125011.
MOHAI, P.; SAHA, R. (2015). Which came first, people or pollution? Assessing the disparate siting and post-siting demographic change hypotheses of environmental injustice. Environmental Research Letters, v. 10, n. 11, p. 1-17.
MORAES, L. R. S. (org.) (2014). Panorama do saneamento básico no Brasil - Análise situacional do déficit em saneamento básico. Brasília: Ministério das Cidades, v. 2.
PIEROBON, C.; FERNANDES, C. (2023). Cuidar do outro, cuidar da água: gênero e raça na produção da cidade. ESTUDOS AVANÇADOS, v. 37, n. 107, p. 25-44.
PORTO, M. F. (2005). Saúde do trabalhador e o desafio ambiental: contribuições do enfoque ecossocial, da ecologia política e do movimento pela justiça ambiental. Ciência & Saúde Coletiva, v. 10, n. 4, p. 829–839.
PORTO, P. ; PORTO, M. F. (2015). Desastres, crise e justiça ambiental: reflexões a partir do contexto brasileiro. O Social em Questão, n. 33, p. 153-176, 2015.
PULIDO, L. (1996). A critical review of the methodology of environmental racism research. Antipode, v. 28, n. 2, p. 142–159.
PULIDO, L. (2000). Rethinking Environmental Racism: White Privilege and Urban Development in Southern California. Annals of the Association of American Geographers, v. 90, n. 1, p. 12–40.
REZENDE, S.; HELLER, L. (2008) O saneamento no Brasil: políticas e interfaces. Belo Horizonte: Editora UFMG.
ROSEMBERG, F. ; PINTO, R. (1995). SANEAMENTO BÁSICO E RAÇA. Journal of Human Growth and Development, v. 5, n. 1–2. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/jhgd/article/view/38149>. Acesso em: 15 nov. 2023.
SAIANI, C. ; TONETO JÚNIOR, R. (2010). Evolução do acesso a serviços de saneamento básico no Brasil (1970 a 2004). Economia e Sociedade, v. 19, n. 1, p. 79–106.
SHAO, S.; LIU, L.; TIAN, Z. (2022). Does the environmental inequality matter? A literature review. Environmental Geochemistry and Health, v. 44, n. 9, p. 3133–3156.
SIMONE, A. (2004). People as Infrastructure: Intersecting Fragments in Johannesburg. Public Culture, v. 16, n. 3, p. 407–429.
STAR, S. (1999). The Ethnography of Infrastructure. American Behavioral Scientist, v. 43, n. 3, p. 377-391.
TORRES, H.; MARQUES, E. (2001). Reflexões sobre a hiperperiferia: novas e velhas faces da pobreza no entorno municipal. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, n. 4, p. 49-70.
VETTER, D. M.; MASSENA, R. (1981). Quem se apropria dos benefícios líquidos dos investimentos em infraestrutura. In: Solo Urbano. Rio de Janeiro: Zahar.
VETTER, D. M.; MASSENA, R.; RODRIGUES, E. (1979). Espaço, Valor da Terra e Eqüidade dos Investimentos em Infra-Estrutura do Município do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Geografia, v. 41, n. 1–2, p. 32–71.
VETTER, D.; PINTO, D.; FREDRICH, O.; et al. (1981). A apropriação dos benefícios das ações do Estado em áreas urbanas - seus determinantes e análises através de ecologia fatorial. Revista Brasileira de Geografia, v. 43, n. 4, p. 457–476.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Michel Misse Filho

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
A revista não tem condições de pagar direitos autorais nem de distribuir separatas.
O Instrumento Particular de Autorização e Cessão de Direitos Autorais, datado e assinado pelo(s) autor(es), deve ser transferido no passo 4 da submissão (Transferência de Documentos Suplementares). Em caso de dúvida consulte o Manual de Submissão pelo Autor.
O conteúdo do texto é de responsabilidade do(s) autor(es).