A expressão e a margem

Ana Westphal

Resumo


Pensar a produção-difusão da arte contemporânea, envolve pensar questões que extrapolam as associações ligadas ao eixo mercadológico Europa-Estados Unidos. Essa inferência norteia a construção desta apresentação que, ao expor os vídeos de Georg Baselitz e Véio, procura romper com o “paradigma do eixo”, ou seja, com a ideia de que artistas fora do eixo e artistas dentro do eixo estão, ainda hoje, subsumidos apenas à questão da origem do artista. Assim sendo, no que se refere à assimilação de um artista pelo mercado de arte, amplia-se o cenário de observação, isto é, ampliam-se os limites de abrangência do termo mercado de arte, acrescendo-se, à sua análise, o núcleo de especialistas envolvidos com estruturação do sistema criado entorno da produção artística. Desse modo, ao se propor-se a “ressignificação” do termo mercado de arte, coloca-se encenadores que se tornaram decisivos para o “mundo das artes”: galeristas, colecionadores, intelectuais, críticos, curadores, diretores de museus, jornalistas. E então, o problema: poder-se-á censurar, veementemente, o “mercado de arte” por sua atuação, ou ser-se-á possível dizer que ele apenas hiperboliza, em representação, a atualidade de um mundo naturalmente dividido entre “dentro” e “fora”?


Palavras-chave


arte; artista; mercado de arte

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