Utopia esquálida
a pobreza de experiência (Erfahrung) e a prevalência da vivência (Erlebnis) na Modernidade
DOI:
https://doi.org/10.23925/2318-9215.2025.v11.67680Palavras-chave:
Experiência (Erfahrung), Vivência (Erlebnis), Fantasmagoria, Tempo, ModernidadeResumo
O presente texto busca analisar como se dá a passagem da “experiência” (Erfahrung) para a “vivência” (Erlebnis) a partir de uma análise do ensaio Sobre alguns motivos na obra de Baudelaire de Walter Benjamin. Tal investigação, que inicialmente contraporá a Erfahrung à Erlebnis, explicando-as sucintamente, centrar-se-á nos fatores sociais apresentados nesse texto, enfatizando como a dinâmica do trabalho e da cidade relacionam-se com tal declínio da Erfahrung e sua substituição pela Erlebnis ou a refletem, bem como tal mudança se expressa, sobretudo, na relação do homem com o tempo em cada desses âmbitos (isto é, na Erfahrung e na Erlebnis). Para tanto, apresentar-se-á o conceito benjaminiano de “fantasmagoria” e como ele ilustra as dinâmicas sociais oriundas da modernidade e que se encontram presentes na obra de Baudelaire.
Downloads
Métricas
Referências
AGAMBEN, G. Infância e história: destruição da experiência e origem da história. Tradução de Henrique Burigo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.
BENJAMIN, W. Obras escolhidas I – Magia e técnica, arte e política: Ensaios sobre literatura e história da cultura. Tradução de Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 2012.
BENJAMIN, W. Baudelaire. Edição estabelecida por Giorgio Agamben, Barbara Chitussi e Clemens-Carl Härle. Tradução do alemão por Patrick Charbonneau. Paris: La Fabrique éditions, 2013.
BENJAMIN, W. Baudelaire e a modernidade. Tradução de João Barrento. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
BENJAMIN, W. Passagens. Tradução do alemão de Irene Aron; tradução do francês de Cleonice Paes Barreto Mourão. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018.
BENJAMIN, W. O contador de histórias e outros textos. Tradução de Georg Otte, Marcelo Backes e Patrícia Lavelle. São Paulo: Hedra, 2020.
BERDET, M. Le chiffonnier de Paris: Walter Benjamin et les fantasmagories. Paris: Librairie Philosophique J. VRIN, 2015.
BLANQUI, L.-A. A eternidade conforme os astros. Tradução de Pedro Paulo Pimenta e Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: Iluminuras, 2018.
BRETAS, A. Fantasmagorias da Modernidade: ensaios benjaminianos. São Paulo: Editora Unifesp, 2017.
GATTI, L. F. Memória e distanciamento na teoria da experiência de Walter Benjamin. 2002. 174 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia), Universidade Estadual de Campinas.
MACHADO, F. de A. P. Imagem e consciência da história: pensamento figurativo em Walter Benjamin. Tradução de Milton Camargo Mota. São Paulo: Edições Loyola, 2013.
MARX, K. O Capital: Crítica da economia política. Livro I: O processo de produção do capital. Tradução de Rubens Enderle. São Paulo, Boitempo, 2017.
RAULET, G. Le caractère destructeur: Esthétique, théologie et politique chez Walter Benjamin. Paris: Éditions Aubier, 1998.
ROUANET, S. P. Édipo e o anjo: itinerários freudianos em Walter Benjamin. Rio de Janeiro: Edições Tempo Brasileiro, 2008.
WEBER, Thomas. Experiencia. In: WIZISLA, Erdmut (org.). Conceptos de Walter Benjamin. Buenos Aires: Las Cuarenta, 2014, p. 479-525.
WITTE, Bernd. Walter Benjamin: uma biografia. Tradução de Romero Freitas. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Cedo à revista Paralaxe os direitos autorais de publicação de meu artigo e consultarei o editor científico da revista caso queira republicá-lo depois em livro.