A metafísica musical de Michel Foucault
DOI:
https://doi.org/10.23925/2318-9215.2025.v11.71608Palavras-chave:
Música, Linguagem, Movimento SerialistaResumo
O texto a seguir trata dos aspectos que aproximam a escrita de Michel Foucault com a música, tendo como referência os compositores e regentes que fizeram parte da formação musical do filósofo. No conjunto de textos foucaultianos, a música foi a forma de arte que recebeu menos atenção do filósofo. No entanto, a discussão proposta tem o objetivo de mostrar que a música não está distante de abordagens sobre a linguagem e o discurso, mostrando que, em muitos casos, há uma coincidência de temas com as obras dos compositores.
Downloads
Métricas
Referências
ADORNO. Theodor. Indústria cultural e sociedade / Theodor W. Adorno; seleção de textos Jorge Mattos Brito de Almeida traduzido por Juba Elisabeth Levy... [et. al.]. São Paulo Paz e Terra, 2002.
ADORNO. Theodor. Introdução à Sociologia da Música: doze preleções teóricas I Theodor W. Adorno; tradução Fernando R. de Moraes Barros. São Paulo: Editora Unesp, 420 p. (Coleção Adorno), 2011.
AGOSTINHO, Larissa Drigo. A linguagem se refletindo: introdução à poética de Mallarmé. São Paulo: Anablume, 2018.
ARKLE, G. Gustav Mahler and the Crisis of Jewish Masculinity. 19th-Century Music, 47(3), 157-175, 2024.
ARTAUD, Antonin. O teatro e o seu duplo. São Paulo: Editora Max Limonad, 1984.
BARRAQUÉ, Jean. Debussy. Paris: Éditions du Seuil - Solfèges Seuil, 1962.
BARRAQUÉ, Jean. Séquence for voice, percussion and chamber ensemble (1950–55) (text by Nietzsche; incorporates material from the Trois Mélodies), 1955.
BOULEZ, Pierre. Apontamentos de Aprendiz. São Paulo: Perspectiva, 2008.
BOULEZ, Pierre. Conversations with Boulez : thoughts on conducting / by JeanVermeil; Portland, Oregon - U.S.A: AMADEUS PRESS - The Haseltine Building, 1996.
BROCH, Hermann. A Morte de Virgílio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.
BURNETT, H. Nietzsche-poeta. In: Viso: Cadernos de estética aplicada, v. VI, n. 12 (jul-dez), pp. 61-79, 2012.
CAMPOS, Augusto de; CAMPOS, Haroldo de; PIGNATARI, Décio. Mallarmé. São Paulo: Perspectiva, 1991.
CASTRO, Edgardo. Vocabulário de Foucault: um percurso pelos seus temas, conceitos e autores. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.
CATUCCI, Stefano. O pensamento pictural. In: Michel Foucault, a literatura e as artes. Philippe Artières (org). São Paulo: Rafael Copetti Editor, 2014.
CHAVES, Ernani. A arte das paixões: Nietzsche, leitor de Prosper Mérimée. Estudos Nietzsche, Curitiba, v. 4, n. 1, p. 43-61, jan./jun. 2013.
Conducting by JEAN VERMEIL. USA -Oregon: AMADEUS PRESS -The Haseltine Building, 1995.
CONSTÂNCIO, João. Quem tem razão, Kant ou Stendhal?: uma reflexão sobre a crítica de Nietzsche à estética de Kant. Kriterion: Belo Horizonte, nº 128, Dez., p. 475-49, 2013.
D´IORIO, Paolo. O eterno retorno. Gênese e interpretação. Cadernos Nietzsche 20, 2006.
DELEUZE, Gilles GUATTARI, Félix. O liso e o estriado. In: Mil platôs - capitalismo e esquizofrenia, vol. 5 / Gilles Deleuze, Félix Guattari; tradução de Peter Pál Pelbart e Janice Caiafa. — São Paulo: Ed. 34, 1997.
DELEUZE, Gilles. Foucault. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988.
DELEUZE, Gilles. Nietzsche et la philosophie (1962), 2.éd., Paris, PUF, 1998.
DELEUZE, Gilles. Ocupar sem contar: Boulez, Proust e o Tempo. In Dois Regimes de Loucos – textos e entrevistas (1975-995). São Paulo: Editora 34, 2016.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Tratado de nomadologia: a máquina de guerra, In: Mil platôs - capitalismo e esquizofrenia, vol. 5 / Gilles Deleuze, Félix Guattari; tradução de Peter Pál Pelbart e Janice Caiafa. — São Paulo: Ed. 34, 1997.
DENORA, Tia. Music in Everyday Life, USA: Printed in the United Kingdom at the University Press, Cambridge, 2000.
DENVIR, Bernard. O impressionismo. Barcelona: Editorial Labor S.A, 1976.
DUBE, Wolf-Dieter. O expressionismo. São Paulo: EDUSP, 1976.
DUPIN, Marc-Olivier. Foreword, In: Conversations with Boulez Thoughts on Conducting. by Jean Vermeil; translated from the French by Camille Naish. Portland, Oregon, U.S.A: Amadeus press, 1995.
ERIBON, Didier. Foucault: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras, 1990.
FAUSTINO, Mário. Poesia não é brincadeira. In: Artesanatos de Poesia: fontes e correntes da poesia ocidental. São Paulo: Cia das Letras, 2004.
FOUCAULT, Michel. A Loucura, a ausência de uma obra. In: Ditos & Escritos I. Trad. Vera Lúcia Avellar Ribeiro. Rio de Janeiro: Forense Universitária, p. 210-219, 2014.
FOUCAULT, Michel. A Música Contemporânea e o Público. In: Ditos & Escritos III. Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, p. 394-402, 2013.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
FOUCAULT, Michel. A Sociedade Punitiva – Curso no Collège de France (1972-1973). São Paulo: Martins Fontes, 2015.
FOUCAULT, Michel. A Vida dos Homens Infames. In: Ditos e Escritos IV: Estratégia, Poder-Saber. Rio de Janeiro, Editora Forense Universitária, 2012. p. 199-217.
FOUCAULT, Michel. As monstruosidades da Crítica, In: Ditos & Escritos III. Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, p. 320-329, 2013.
FOUCAULT, Michel. As Palavras e as Coisas: uma arqueologia das ciências humanas. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
FOUCAULT, Michel. O pensamento do exterior. In: Ditos & Escritos III. Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, p. 223-246, 2013.
FOUCAULT, Michel. O que é um autor?. In: Ditos & Escritos III. Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, p. 268-302, 2013.
FOUCAULT, Michel. Pierre Boulez, a Tela Atravessada. In: Ditos & Escritos III. Trad. Inês Autran Dourado Barbosa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, p. 390-393, 2013.
FOUCAULT, Michel. Por uma Vida Não-Fascista. Coletivo Sabotagem, 2004.
FREITAS, J. de. Linguagem natural e música em Rousseau: a busca da expressividade. Trans/form/ação, 31(1), 53–72, 2008.
GUBERNIKOFF, Carole. Pierre Boulez e o pensamento musical da segunda metade do século XX. XVI Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM) Brasília, 2006.
HANSLICK, Eduard. Do Belo Musical: Um Contributo para a Revisão da Estética da Arte dos Sons. Covilhã, Universidade da Beira Interior: LusoSofia, 2011.
HARNONCOURT, Nikolaus. O Discurso dos Sons: Caminhos para uma nova compreensão musical. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988.
HODEIR, André. Since Debussy. In History of Modern Music. Perspectives of New Music Vol. 1, No. 2 (Spring, 1963), pp. 148-154 .
HOPKINS, Bill. Barraqué and the Serial Idea. Proceedings of the Royal Musical Association, vol. 105, 1978, pp. 13–24. JSTOR, http://www.jstor.org/stable/766244. Accessed 19 Mar. 2025.
JOURDAN, Camila. Foucault e a ruptura com a representação. História: Questões & Debates, Curitiba, volume 67, n.2, p. 43-67, jul./dez. 2019.
JOURDAIN, Robert. Música, Cérebro e Êxtase: como a música captura nossa imaginação. Rio de Janeiro: objetiva, 1998.
LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm. Principes de la Nature et de la Grâce fondés en raison, ETH-Bibliothek Zürich, 1768.
LIBERMAN, Arnoldo. Gustav Mahler: um coração angustiado. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010.
LINDON, Mathieu. O que amar quer dizer. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
LOUREIRO, Eduardo Campolina Viana. Schoenberg/Boulez: ideia/sistema. Per Musi. Ed. por Fausto Borém, Eduardo Rosse e Débora Borburema. Belo Horizonte: UFMG, n.33, p.25‐58, 2016.
MAHLER, Alma. Alma Mahler: minha vida. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
MAIA, Antonio Cavalcanti. Deleuze leitor de Foucault: elementos para uma crítica da cultura contemporânea. In Rago, Margareth, Figuras de Foucault / organizado por Margareth Rago e Alfredo Veiga-Neto. 2.ed. - Belo Horizonte: Autentica , 2008.
MANN, Thomas. A Morte em Veneza. São Paulo: Abril Cultural, 1971.
MEDAGLIA, Júlio. Música Impopular. São Paulo: Global, 1988.
MONTEBELLO, Pierre. Nietzsche et la musique. Le Portique [En ligne], mis en ligne le 09 mars 2005, consulté le 24 avril 2025. URL: http://journals.openedition.org/leportique/210, 2005.
NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. São Paulo: Cia das Letras, 2004.
NIETZSCHE, Friedrich. Ecce Homo. Covilhã: Lusofonia Press, 2008.
OKUNEVA, G. E. Jean Barraqué: o caminho para o serialismo e visões estéticas da primeira metade da década de 1950 // Problems of Musical Science / Music Scholarship. nº 2. С. 218-231, 2021.
OLIVEIRA, Jelson R. de. Três variações sobre o amor na filosofia de Nietzsche. Cad. Nietzsche, Guarulhos/Porto Seguro, v.41, n.3, setembro-dezembro 2020a.
OLIVEIRA, Leandro. Falando de música: oito lições sobre música clássica. São Paulo: Todavia, 2020.
OZZARD-LOW, P. Barraqué Broch Heidegger. A Philosophical Introduction to the Music of Jean Barraqué. In: Cahiers d'Études Germaniques, numéro 16, Broch. pp. 93-106, 1989.
REVEL, Judith. Michel Foucault: conceitos essenciais / Judith Revel; tradução Maria do Rosário Gregolin, Nilton Milanez, Carlo Piovesani. - São Carlos : Claraluz, 2005.
ROHMER, Eric. Ensaio sobre a noção de profundidade na música: Mozart em Beethoven. Rio de Janeiro: Imago Ed, 1997.
RORICH, Mary. Passing through the Screen: Pierre Boulez and Michel Foucault. JLS/TLW 23 (3/4), Dec. 2006.
SAUVANET, Pierre. Nietzsche, philosophe-musicien de l’éternel retour. Archives de Philosophie, 64, 2001.
SCHAFER, R. Murray. O ouvido pensante/R. Murray Schafer; tradução Marisa Trench de O, Fonterrada, Magda R. Gomes da Silva, Maria Lúcia Pascoal, — São Paulo: Fundação Editora da UNESF, 1991.
SCHONBERG, Harold C. A vida dos grandes compositores. Osasco: Novo Século Editora, 2010.
SOCHA, Eduardo. O problema da forma na música contemporânea. Arte Filosofia, Ouro Preto, n.4, p. 95-104, jan. 2008.
SONTAG, Susan. Contra a interpretação: e outros ensaios / Susan Sontag; tradução Denise Bottmann — 1 a ed. — São Paulo : Companhia das Letras, 2020.
STRATHERN, Paul. Foucault em 90 minutos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
VERZINA, Nicola. Tempo e senso della morte in Hermann Broch e Jean Barraqué. Rivista di Analisi e Teoria Musicale (RATM) » Ano1, 2006.
VEYNE, Paul. Foucault: o pensamento, a pessoa. Lisboa: Edições Texto Grafia, 2009.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Cedo à revista Paralaxe os direitos autorais de publicação de meu artigo e consultarei o editor científico da revista caso queira republicá-lo depois em livro.