TEMPO PARA TRABALHAR, TEMPO PARA VIVER A VIDA. As possibilidades de uma vida a ser vivida fora da centralidade do trabalho

Fabio Luiz Zanin, Arnaldo Hoyos Guevara, Arlindo Rodrigues

Resumo


Este artigo propõe uma análise do tempo e empenho utilizados em jornadas de trabalho, por vezes superiores há oito horas diárias, lógica que possivelmente conduziria a uma redução significativa no padrão da qualidade de vida dos trabalhadores. Procuramos apresentar uma reflexão através de pesquisa bibliográfica das possíveis consequências do ritmo de trabalho de tempo integral para os trabalhadores, bem como uma nova proposta de reorganização deste trabalho.

Para Marx (1985, p. 149) o homem estaria indo contra a sua natureza, deixando neste processo de trabalho seus principais elementos: suas forças física e espiritual. Isto porque, as corporações nos apresentam por vezes uma lógica desumana de desenvolvimento de nossos trabalhos, nos conduzindo a trabalhos penosos, que nos constrangeria e onde vivenciaríamos momentos tediosos. Trabalhos que seriam vivenciados sem sentido e significado, que podem trazer impactos deletérios a saúde mental, desenvolvendo desta forma, doenças de cunho emocional aos trabalhadores. Procuraremos no discorrer do texto, promover um debate sobre as reflexões do mainstream, ou seja, a corrente principal dominante da administração, reflexões que nos parece apropriada, pois este estilo de administração teria e tem direcionado as ações das organizações em negócios e em dinheiro e não em pessoas. Pretendemos com este trabalho contribuir de forma a repensar o tempo investido nos nossos trabalhos, para que nós indivíduos possamos usufruir do quantum de prazer gerado pelas diversas atividades profissionais de forma humanizada.


Palavras-chave


trabalho, capitalismo, sucesso profissional, saúde, vida.

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e-ISSN: 2237-4418
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