A empregabilidade de pessoas refugiadas e migrantes
o conhecimento de fora para o desenvolvimento de dentro
DOI:
https://doi.org/10.23925/1982-4807.2019i25p44-56Palavras-chave:
refugiados, integração local, empregabilidadeResumo
O sem precedente deslocamento forçado de pessoas em diversas partes do mundo tem impactado as diferentes sociedades de acolhida em seus aspectos políticos, econômicos, sociais, culturais e legais. Se por um lado os estados receptores se esforçam aprimorar as respostas emergenciais de forma sistêmica devido ao prolongamento das instabilidades nos países de origem, por outro abre-se o potencial de integração local às populações deslocadas que, quando bem feita, amplificam os efeitos positivos para o desenvolvimento local como um todo. Na busca de busca por proteção internacional, da garantia de direitos e de meios dignos de vida, as pessoas refugiadas e migrantes que buscam recomeçar suas vidas em outros países têm, em comum, um anseio prioritário: acesso ao mercado de trabalho formal. Nesta busca, a imediata necessidade da geração de renda no contexto de emergência humanitária frequentemente se sobrepõe à construção e consolidação de sólidas políticas públicas que assegurariam melhores resultados pelo viés da integração de longo prazo, conciliando os conhecimentos e as experiências de quem chega possam contribuir efetivamente para o desenvolvimento das sociedades de acolhida. Para tanto, a articulação institucional entre os setores públicos e privados, mediados pelas agências humanitárias e com contribuições da sociedade civil, facilitaria a promoção de mecanismos efetivos de integração local desta população pois, com acesso ao trabalho formal e facilitação para o empreendedorismo, a economia local se torna mais dinâmica e os resultados corporativos ainda mais eficientes, reduzindo a vulnerabilidade e transformando a desconfiança em ganhos comuns.Referências
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