Etnografia Crítica da Modernidade
Repensando a Antropologia Simétrica e as Redes Sociotécnicas
Palavras-chave:
Antropologia Simétrica, Bruno Latour, Redes Sociotécnicas, ModernidadeResumo
Este artigo examina a Antropologia Simétrica de Bruno Latour, abordando a modernidade como uma construção sociotécnica. A questão central reside nas dicotomias tradicionais entre natureza e sociedade, que a abordagem simétrica busca superar. O estudo tem como objetivo explorar como essa perspectiva reformula os fundamentos da antropologia e possibilita uma etnografia crítica da modernidade. Baseando-se em referências teóricas de autores como Annemarie Mol, Madeleine Akrich, Marshall Berman, George Marcus e Michael Fischer, entre outros, o artigo analisa as centralidades sociotécnicas e as relações de poder que estruturam o mundo contemporâneo. Conclui-se que, ao integrar a Antropologia Simétrica com a etnografia crítica, é possível desenvolver uma análise mais nuançada das redes sociotécnicas, reconhecendo tanto a agência distribuída entre humanos e não-humanos quanto as desigualdades que permeiam essas interações.
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