Febre maculosa em Santa Catarina: doença emergente e em expansão

Luana Medeiros Vassem, Rosiléia Marinho de Quadros, Sandra Márcia Tietz Marques

Resumo


Relata-se os casos humanos de febre maculosa nos municípios e áreas geográficas ( rural, periurbana e urbana) do estado de Santa Catarina, identificando o sexo e a faixa etária com maior prevalência de notificação da doença através da análise dos dados fornecidos pelo Sistema de Informações de Agravos de Notificações (SINAN). O estudo é caráter retrospectivo observacional, realizado junto à 27ª Gerência Regional de Saúde de Santa Catarina, de janeiro de 2007 a dezembro de 2013. As informações epidemiológicas levaram em conta apenas os casos confirmados e que integram a base de dados do Ministério da Saúde. Foram notificados 199 casos de febre maculosa. O Vale do Itajaí foi à mesorregião com maior número de casos registrados. O sexo masculino e a faixa etária entre 40 a 59 anos de idade foram os mais notificados. Em 2012 ocorreu maior número de notificações (20,10%). Concluiu-se que houve uma variabilidade sazonal na distribuição da infecção com a maioria dos casos diagnosticada no período de outubro a fevereiro. É possível que ocorram alterações clínicas da doença, bem como mudança no padrão de distribuição da doença passando de rural a urbana.

Palavras-chave: febre maculosa; pessoas; Rickettsia rickettsii; rickettsioses; zoonoses; epidemiologia.

 


Palavras-chave


febre maculosa; pessoas; Rickettsia rickettsii; rickettsioses; zoonoses; epidemiologia

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