O protista foraminífero, bioindicador ambiental: uma abordagem para o ensino de ciências e biologia

Fabiana Silva Vieira, Mario Andre Trindade Dantas

Resumo


O aprendizado acontece sob uma perspectiva inovadora quando introduz conhecimentos próximos ou aplicáveis a realidade do aluno despertando, assim, o interesse pelos temas abordados em sala de aula. O assunto foraminífero é comumente tratado em discussões técnicas destinados, assim, para um público especializado. O número de publicações que enfocam estes temas de maneira didática, acessível aos professores e alunos e ao público em geral é ainda irrelevante. Nesse contexto, procurando abordar conceitos atuais como poluição marinha e bioindicadores ambientais, sugere-se a abordagem do assunto Protoctista, particularmente, foraminíferos nas aulas de Ciências e Biologia. Este trabalho teve por objetivo fornecer subsídio para os professores de Ciências e Biologia sobre a temática foraminífero e sua importância como biondicador. Para este fim foi realizada uma revisão bibliográfica sobre os conceitos introdutórios sobre foraminífero e seu emprego como ferramenta em trabalhos de monitoramento ambiental.


Palavras-chave


ensino de ciências e biologia; foraminífero; bioindicador; poluição marinha; meio ambiente

Texto completo:

PDF

Referências


ALVE, E. 1999. Colonization of new habitats by benthic foraminifera: a review. Earth-Science Reviews. 46: 67–185.

ALVE, E. 2003. A common opportunistic foraminiferal species as an indicator of rapidly changing conditions in a range of environments. Estuarine, Coastal and Shelf Science, 57: 501–514.

ARIAS, A. R. L.; BUSS, D. F.; ALBURQUERQUE, C. de; INÁCIO, A. F.; FREIRE, MOREIRA, M.; EGLER, M.; MUGNAI, R.; BAPTISTA, D. F. 2007. Utilização de bioindicadores na avaliação de impacto e no monitoramento da contaminação de rios e córregos por agrotóxicos. Ciência & Saúde Coletiva. 12 (1): 61-72.

ARMSTRONG, H. A.; BRASIER, M. D. 2005. MICROFOSSILS. 2. Ed., London: Blackwell Publishing, IODIDAC (sd.). A bank of digital resources for teaching biology. Disponível em: http://biodidac.bio.uottawa.ca/.

BOLTOVSKOY, E. 1962. Seasonal occurrences of some living foraminifera in Puerto Deseado (Patagonia, Argentina). Journal du conseil international pour l’exporation de la mer. 29: 136–45.

BURONE, L.; VENTURINE, N.; SPRECHMANN, P.; VALENTE, P.; MUNIZ, P. 2006. Foraminiferal responses to polluted sediments in the Montevideo coastal zone, Uruguay. Marine pollution Bulletin. 52: 61-73.

CALIXTO, R. J. 2000. Poluição marinha: origens e gestão. Brasília: W. D. Ambiental, 239 p.

DEBENAY, J.-P.; TSAKIRIDIS, E.; SOULARD, R.; GROSSELD, H. 2001. Factors determining the distribution of foraminiferal assemblages in Port Joinville Harbor (Ile d'Yeu, France): the influence of pollution. Marine Micropaleontology, v. 43, n. 1-2, p. 75-118.

EICHLER, P. P. B.; MCLAUGHLIN, P. P. 2006. Population dynamics of foraminifera as indicators of estuarine environmental health. Anuário do Instituto de Geociências, UFRJ. 29 (1): 247-248.

GESLIN, E.; DEBENAY, J.-P.; DULEBA, W.; BONETTI, C. 2002. Morphological abnormalities of foraminiferal tests in Brazilian environments: comparison between polluted and non-polluted areas. Marine Micropaleontology. 45: 151-168.

GOODAY, A. J. 1994. The biology of deep-sea foraminifera: a review of some advances and their applications in paleoceanography. Palaios. 9: 14-31.

GOODAY, A. J.; BETT, B. J.; SHIRES, R.; LAMBSHEAD, P. J. D. 1998. Deep-sea benthic foraminiferal species diversity in the NE Atlantic and NW Arabian Sea: a Sysnthesis. Deep-Sea Res. 45: 165-201.

LACAZE, J.-C. 1996. A poluição dos mares. Lisboa: Instituto Piaget, 131 p.

LEIPNITZ, I. I. 1987. Distribuição dos grandes grupos de foraminíferos nos sedimentos e sub-ambiente no norte do Brasil. Acta Geológica Leopoldensia.11(25): 7-50.

MOJTAHID, M.; JORISSEN, F.; PEARSON, T.H. 2008. Comparison of benthic foraminiferal and macrofaunal responses to organic pollution in the Firth of Clyde (Scotland). Marine Pollution Bulletin. 56: 42–76.

MORIGI, C.; JORRISSEN, F. J.; GERVAIS, A.; GUICHARD, S.; BOERSETTI, A M. 2001. Benthic foraminiferal faunas in surface sediments off NW África: Relationship with organic flux the ocean floor. Marine Micropaleontology. 31: 350-368.

MURRAY, J. W. 1991. Ecology and palaeoecology of benthic foraminifera. New York: Longman Scientific and Technical, 426 p.

PATI, P.; PATRA, P. K. 2012. Benthic foraminiferal responses to coastal pollution: a review. International Journal of Geology, Earth and Environmental Sciences. 2 (1): 42-56.

PINGITORE, N. E. 1986. Modes of coprecipitation of Ba2+ and Sr2+ with calcite, in geochemical Processes at Mineral Surfaces. American Chemical Society. 574-586.

PIVETTA, F.; MACHADO, J. M. H.; ARAÚJO, U. C.; MOREIRA, M. de F. R.; APOSTOLI, P. 2001. Monitoramento biológico: conceitos e aplicações em saúde pública. Cad. Saúde Pública. 17 (3): 545-554.

RESIG, J. M.1960. Foraminiferal Ecology around Ocean Outfalls off Southern California. Waste Disposal in the Marine Environment. London: Pergamon Press, 104 p.

ROMANO, E.; BERGAMIN, L.; FINOIA, M. G.; CARBONI, M. G.; AUSILI, A.; GABELLINI, M. 2008. Industrial pollution at Bagnoli (Naples, Italy): Benthic foraminifera as a tool in integrated programs of environmental characterisation. Marine Pollution Bulletin.56: 439–457.

SAMIR, A. M. 2003. The response of benthic foraminifera and ostracods to various pollution sources: a study from two lagoons in Egypt. Journal of Foraminiferal Research. 30: 83-98.

SANTOS, V. A.2003. Poluição marinha: uma questão de competência, aspectos da Lei nº 9.9966, de 28/4/2000. Rio de Janeiro: Lumem Juris, 266 p.

SCOTT, D. B.; SCHAFER, C. T.; MEDIOLI, F. S. 2001. Monitoring in coastal environments using foraminifera and thecamoebian indicators. Cambridge University Press. 192 p.

SPIEGEL, H. 2002. Trace Element Accumulation in Selected Bioindicators Exposed to Emissions along the Industrial Facilities of Danube Lowland. TÜBITAK. 26: 815-823.

VAN DER ZWAAN, G. J.; DUIJNSTEE, I. A. P.; DEN DULK, M.; ERNST, S. R.; JANNINK, N. T.; OUWENHOVEN, T. J. 1999. Benthic foraminifers: proxies or problems? A review of paleocological concepts. Earth-Science Reviews. 46: 213-236.

TSUJIMOTO, A., NOMURA, R., YASUHARA, M., YAMAZAKI, H., YOSHIKAWA, S. 2006. Impact of eutrophication on shallow marine benthic foraminifers over the last 150 years in Osaka Bay, Japan. Marine Micropaleontology. 60: 258–268.

VILELA, C. G.; DANIELE, S. B.; BAPTISTA-NETO, J. A.; CRAPEZ, M.; MCALLISTER, J. J. 2004. Benthic foraminifera distribution in high polluted sediments from Niterói Harbor (Guanabara Bay), Rio de Janeiro, Brazil. Anais da Academia Brasileira de Ciências. 76 (1): 161-171.

WELKER, C. A. D. 2007. O estudo de bactérias e protistas no ensino médio: uma abordagem menos convencional. Experiências em Ensino de Ciências. 2 (2): 69-75.

ZALESNY, E. R. 1959. Foraminiferal ecology of Santa Monica Bay, California. Micropaleontology. 5: 101–126.