Espanto e revelação no Lázaro hilstiano

Luciana Barreto

Resumo


A indagação acerca da Morte e do Sagrado a partir da apropriação de símbolos da tradição cristã atravessa o imaginário literário da poeta, dramaturga e ficcionista Hilda Hilst. Em “Lázaro”, a autora subverte esse universo, rebaixando e degradando o divino ao impor uma visão cética e desolada dos homens diante do mundo e da vida, constituindo, assim, uma outra via de ascese e transcendência, disposta no horizonte do corpo, do perecível, a salvação gestada e encenada tão somente pela Palavra.

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