A cidade de Simmel, a cidade dos homens

Lúcia Leitão

Resumo


O texto a seguir apresenta uma leitura de A metrópole e a vida mental à luz da teoria psicanalítica. O ponto central dessa leitura é a extraordinária intuição de Simmel quanto à relação entre cidade e psiquismo. Considera-se que essa relação permite associar o sentimento de (des)enraizamento (Simmel) à noção freudiana de desamparo. Trabalha-se com a hipótese de que a cidade desempenha uma função psíquica de natureza substitutiva, da qual derivam os modos de subjetivação na cidade. Conclui-se o texto argumentando que a cidade, inclusive em sua materialidade, não é algo apartado do sujeito, mas, antes, um fenômeno marcado pela subjetividade que caracteriza tudo que é humano.

Palavras-chave


cidade; (des)enraizamento; psiquismo; subjetividade; desamparo

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DOI: https://doi.org/10.1590/14764

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