A espacialidade degradante tendencial e o horizonte de uma educação política do espaço

Ulysses da Cunha Baggio

Resumo


Este artigo se propõe a analisar a formação progressiva de uma condição socioespacial contraditória, descontínua e desigual, submetida a uma crescente privatização e mercantilização, que se afirma como uma tendência na urbanização extensiva contemporânea. Ela se apresenta bastante difundida no mundo atual, com forte incidência no Brasil e na sua realidade urbana, não se restringindo a expressões metropolitanas, mas também recobrindo cidades médias e pequenas, constituindo, desse modo, uma geografia urbana da segregação espacial. Reverberando nas dimensões da vida cotidiana, esse movimento contraditório recrudescido suscita insurgências e práticas de caráter reativo, pelas quais se abrem possibilidades a formas de apropriação e uso do espaço, mais especificamente da cidade. Esse cenário nos estimulou a pensar sobre a importância e a necessidade de uma educação política do espaço para a contemporaneidade.

Palavras-chave


segregação espacial; alienação socioespacial; apropriação do espaço; representação do espaço; educação política do espaço

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DOI: https://doi.org/10.1590/14785

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