Cursos superiores de tecnologia: algumas considerações sobre a construção de sua identidade no mercado de trabalho brasileiro

Regina Maria Enéas

Resumo


Após uma década deste novo milênio, ainda é possível constatar que conceitos, que definem esta nova era, como tecnologia, ainda não são compreendidos dentro da complexidade e seriedade que deveriam. Quando estes conceitos definem uma categoria profissional e dela seu exercício específico e seu espaço no mercado de trabalho, tal constatação é ainda mais grave, pois torna este novo profissional um ser obsoleto, mal compreendido e marginalizado. Este é o caso dos tecnólogos no Brasil, profissionais formados pelos Cursos Superiores de Tecnologia, CST, que são classificados no Brasil como cursos de educação superior e que geralmente são cursados entre 2 e 3 anos. Os CSTs são uma nova modalidade de ensino que vem, no Brasil, há pouco mais de 30 anos, tentando achar seu merecido lugar no mercado de trabalho e ganhando destaque na mídia e na sociedade apenas a partir de 2002. No entanto, os CSTs são boicotados não só pela sociedade, que desconhece suas normativas e características, mas também pelas Instituições de Educação Superior e pelo próprio governo brasileiro que, além de sucatear o ensino dos discentes que optam por esta modalidade educacional, os tem transformado em objeto de manobra e sustentação da política neoliberal que conduz nosso país desde 1990. Este artigo, cujo tema foi originalmente apresentado como tese de doutorado no Programa de Ciências Sociais da PUCSP , tem, por objetivo demonstrar algumas das relações aparentes e não aparentes que envolvem a formação do tecnólogo brasileiro, tratando-o em três eixos: econômico, social e político.

Palavras-chave


tecnologia; cursos superiores de tecnologia; identidade cultural; sincretismo

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ISSN 1982-4807

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