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Índice de Saúde baseado no Sistema Único de Saúde (SUS)

por Julia Garamond (2019-12-04)


O Índice de Saúde baseado no Sistema Único de Saúde (SUS) permitiu um progresso substancial em direção à Cobertura Universal de Saúde (UHC) no Brasil.

No entanto, a fraqueza estrutural, as crises econômicas e políticas e as políticas de austeridade que limitaram o crescimento do gasto público estão ameaçando sua sustentabilidade e seus resultados.

Este artigo analisa o progresso do sistema de saúde brasileiro desde 2000 e os efeitos atuais e potenciais das crises econômicas e políticas em coalescência e das políticas de austeridade subsequentes.

Utilizamos revisão de literatura, análise de políticas e dados secundários de fontes governamentais de 2000 a 2017 para examinar mudanças no contexto político e econômico, financiamento da saúde, recursos de saúde e cobertura de serviços de saúde no ,a href="https://pensesus.fiocruz.br/sus">SUS.

Concluímos que, apesar de um contexto favorável, que possibilitou a expansão da UHC de 2003 a 2014, persistem problemas estruturais no SUS, incluindo lacunas na organização e governança, baixo financiamento público e alocação de recursos abaixo do ideal.

Conseqüentemente, existem grandes disparidades regionais no acesso a serviços de saúde e resultados de saúde, com regiões mais pobres e grupos socioeconômicos mais baixos em desvantagem.

Esses problemas e disparidades estruturais provavelmente piorarão com as medidas de austeridade introduzidas pelo atual governo e correm o risco de reverter as realizações do SUS na melhoria dos resultados de saúde da população.