Símbolos arcaicos, mágicos e religiosos em um cartaz da revolução cultural chinesa

Rodrigo Wolff Apolloni, Chang Yuan Chiang

Resumo


O artigo investiga a presença de elementos simbólicos, muitos deles associados ao pensamento religioso chinês, em um cartaz da Revolução Cultural Chinesa. Para tanto, utiliza uma metodologia que associa diferentes áreas do conhecimento: Estudos Chineses (dentro dos quais, Estudos da Religiosidade Chinesa), Língua Chinesa e os símbolos a ela associados, Simbolismo, História, Teoria do Cartaz e Sociologia da Imagem. A aproximação em relação à temática chinesa no cartaz passou por um esforço de tradução e análise do texto escrito que o compõe. Para se aproximar de elementos da História, cultura e simbolismo religioso sínico presentes na peça de propaganda, utilizaram-se trabalhos de scholars como M. Granet, A. Cheng (Escolas de Pensamento, Simbolismo Religioso), K. Stevens (Religiosidade Popular e Iconografia Religiosa) e J. Spence (História), bem como obras literárias e cinematográficas chinesas. No que respeita aos símbolos (em seu caráter universal), ajudaram as observações de M. Eliade. Em relação aos aspectos associados especificamente aos cartazes, apelou-se a L. Gervereau (História), A. Moles (Teoria do Cartaz) e V. Flusser (Sociologia da Imagem; Teoria da Leitura Imagética). Com base no cruzamento dos referenciais teóricos, demonstra-se que a intelligentsia da Revolução Cultural utilizou símbolos arcaicos – religiosos e políticos – em peças de propaganda devotadas a promover um discurso de destruição e substituição dos antigos valores.

Palavras-chave


Revolução Cultural Chinesa, Simbolismo Religioso Chinês, Teoria do Cartaz, Leitura Imagética

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