Laços sociais no monitoramento do microcrédito

Luiz Maurício Franco Moreiras, Ricardo Abramovay

Resumo


A oferta de serviços financeiros a populações vivendo próximo à linha de pobreza é marcada, no mundo todo, pelo dilema básico entre a abrangência social do público beneficiário e a sustentabilidade econômica das organizações voltadas a esta finalidade. Grupos de aval solidário representam uma inovação institucional importante na tentativa de oferecer, com segurança de retorno, recursos creditícios a populações pobres. No caso da organização de microcrédito ligada à Prefeitura de São Paulo (São Paulo Confia) a substituição das garantias reais exigidas dos tomadores por grupos de aval permitiu reduzir de maneira significativa a inadimplência e ampliar o alcance social do programa. O trabalho procura mostrar um aspecto intrigante do funcionamento dos grupos de aval: contrariamente ao se esperaria da literatura dominante sobre o assunto, os grupos incluem indivíduos cujos nomes são apontados como “sujos” nos serviços de proteção ao crédito e o monitoramento apresenta um custo de transação muito mais baixo do que habitualmente estimado. Esta constatação pode auxiliar na concepção das políticas públicas voltadas à difusão do chamado “microcrédito produtivo”.

Palavras-chave


microcrédito; tecnologia de empréstimos; capital social; monitoramento de microcrédito

Texto completo:

PDF

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Indexadores:

Nacionais:

pesquisa & debate


Internacionais: