Duas teses sobre a evolução do excedente no capitalismo e suas implicações de ordem política

Antonio Carlos de Moraes

Resumo


Este artigo tem o objetivo de firmar uma contribuição para o debate que envolve a natureza das crises capitalistas, evidenciando as dimensões da possibilidade geral e das causas reais das crises, o que é fundamental para a sistematização do debate e para a avaliação das implicações de ordem política em decorrência das crises. Dentro deste propósito, a reflexão lança mão de dois trabalhos importantes que concorrem na identificação das dificuldades do capitalismo. O primeiro deles, Capitalismo monopolista (Baran e Sweezy, 1974), foi publicado em sua primeira versão em 1966, e o segundo, O capitalismo tardio (Mandel, 1982), em 1972, com bastante proximidade, portanto. A preocupação com a evolução do excedente constitui o eixo principal desses dois trabalhos que oferecem respostas diferentes sobre o assunto. Pode-se dizer, com o intuito de nortear a leitura deste artigo, que as teses em questão se distanciam na forma como vêem o poder de determinação da “lei do valor” sobre a dinâmica da acumulação capitalista.

Palavras-chave


acumulação capitalista; excedente econômico; capitalismo monopolista

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