Atravessando as Margens: Uma leitura do conto “A Terceira Margem do Rio” na Perspectiva do Rito de Passagem

Welder Lancieri Marchini

Resumo


No conto de Guimarães Rosa, “A terceira margem do rio”, encontramos a história de um homem que decide viver seus dias numa canoa de pau. Seu filho, numa mistura absorta de encantamento e confusão, o acompanhará, mesmo que de longe, até o momento em que, à beira do rio presencia a passagem do pai à terceira margem, a margem do não-óbvio, do não-dado, a margem que transcende o cotidiano e o rotineiro. O presente trabalho busca fazer uma leitura comparativa entre o conto rosiano e as teorias antropológicas acerca dos ritos de iniciação. Van Gennep serve de base teórica para nossa leitura que entende a literatura como instrumento capaz de retratar os momentos limites da existência humana. O conto fala de uma iniciação pela qual passa todo aquele que busca viver sua vida para além do cotidiano, muitas vezes assumindo características religiosas, perpassando assim por questões tratadas pela religião e pela antropologia e vivenciadas também pela literatura.


Palavras-chave


Terceira margem do rio, Guimarães Rosa, rito de iniciação, religião e literatura

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Referências


Guimarães Rosa; Van Gennep




DOI: https://doi.org/10.19143/2236-9937.2016v6n12p206-222

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