Resultados maternos e perinatais na ruptura prematura de membranas

Maissa Marçola Scandiuzzi, Thiago Cerizza Pinheiro, André Afonso Nimtz Rodrigues, Fernando Antonio Maria Claret Alcadipani

Resumo


Introdução: a ruptura prematura de membranas (RPM) está associada a prognóstico reservado. O mecanismo fisiopatológico da RPM é pouco conhecido e seu manejo controverso. A hipótese inflamatória-infecciosa prevalece como causa principal subjacente da RPM e do trabalho de parto prematuro. Objetivo: avaliar os resultados maternos e perinatais na RPM. Metodologia: avaliação retrospectiva, mediante consulta de prontuário, dos resultados maternos e perinatais das pacientes internadas por RPM no Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí, no período de março de 2007 a junho de 2009. Resultados: os resultados mostraram que houve maior prevalência de: grupo etário entre 20 e 30 anos (54,5%), raça branca (58,6%), solteiras (46%), não tabagistas (72,82%), gestação a termo DUM (63,3%) e USG (64,5%), número de consultas pré-natais maior que seis (59,8%), multíparas (66,6%), antecedentes obstétricos com parto vaginal normal (PVN) (56,3%), dilatação do colo uterino na internação entre 2 cm - 3 cm, esvaecimento 50%, tempo de bolsa rota entre 1 e 4 horas, condução do parto espontânea (82,5%), tipo de parto PVN (55,6%), recém-nascido com peso entre 2,500 kg e 3,500 kg (61,6%), Apgar maior que sete em 1 e 5 minutos (89,2% e 99,2%, respectivamente), necessidade de reanimação (81,5%), UTI Neo (2,6%) e tempo de internação do binômio de dois dias. Conclusão: com base nos nossos resultados e em comparação com a análise da literatura, observamos prevalência semelhante entre o nosso serviço e os demais serviços dos referidos estudos. A exceção se deve à alta prevalência de cesárea em detrimento às demais e ao alto número de gestantes que não realizaram pré-natal (22,9%).


Palavras-chave


ruptura prematura de membranas; complicações da gestação

Texto completo:

PDF

Referências


Neme B. Obstetrícia básica. 3ª ed. São Paulo: Sarvier; 2006. p. 406-10.

Accetta SG, Jimenez MF. Ruptura prematura de membranas. In: Freitas F, Costa SHM, Ramos JGL, Magalhães JA. Rotinas em obstetrícia. 4ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas; 2003. p. 86-94.

Almeida MVL. Amniorrexe prematura. In: Netto HC. Obstetrícia básica. São Paulo: Atheneu; 2004. p. 217-22.

Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Rotura prematura das membranas. Projetos Diretrizes. Brasília: AMB; CFM; 2008.

Maymon E, Chaim W, Sheiner E, Mazor M. A review of randomized clinical trials of antibiotic therapy in preterm premature rupture of the membranes. Arch Gynecol Obstet. 1998;261:173-81.

Mercer MM. Preterm premature rupture of the membranes. Obstet Gynecol. 2003;101:178-93.

Ferguson SE, Smith GN, Salenieks ME, Windrin R, Walker MC. Preterm premature rupture of membranes: nutritional and socioeconomic factors. Obstet Gynecol. 2002;100:1250-6.

Alexander JM, Mercer BM, Miodovnik M, Thumau GR, Goldenberg RL, Das AF, et al. The impact of cervical examination on expectantly managed preterm rupture of membranes. Am J Obstet Gynecol. 2000;183:1003-7.

Cox MS, Leveno KJ. Intentional delivery versus expectante management with preterm ruptured membranes at 30-34 weeks' gestation. Obstet Gynecol. 1995; 86(6):875-9.

Bertini AM, Taborda W, Amed AM, Porto AGM. Ruptura prematura das membranas. In: FEBRASGO. Tratado de obstetrícia. São Paulo: Revinter; 2001.

Ramos JGL, Costa SHM, Valério EG, Muller ALL. Infecção intra-amniótica. In: Freitas F, Costa SHM, Ramos JGL, Magalhães JA. Rotinas em obstetrícia. 4ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas; 2003. p. 86-94.

Kenyon SL, Taylor DJ, Mordi WT. Broad-spectrum antibiotics for preterm, prelabour rupture of fetal membranes: the Oracle I randomized trial. Lancet. 2001;357:979-88.

Kirschbaum T. Antibiotics in the treatment of preterm labor. Am J Obstet Gynecol. 1993;168(4):1239-46.

Edwards RK, Locksmith GJ, Duff P. Expanded-spectrum antibiotics with preterm premature rupture of membranes. Obstet Gynecol. 2000;96:60-4.

Lamont RF. The role of infection in preterm labour and birth. Hosp Med. 2003;64(11):644-7.

Ramsey PS, Nuthalapaty FS, Lu G, Ramin S, Nuthalapaty ES, Ramin KD. Contemporary management of preterm premature rupture of membranes (PPROM): a survey of maternal-fetal medicine providers. Am J Obstet Gynecol. 2004;191:1497-502.

Kenyon S, Boulvain M, Neilson J. Antibiotics for pretermrupture of membranes. Cochrane Database Syst Rev. 2013;12:CD001058.

Vermillion ST, Soper DE, Bland MD, Newman RB. Effectiveness of antenatal corticosteroid administration after preterm premature rupture of the membranes. Am J Obstet Gynecol. 2000;183:925-9.

Maia Filho NL, Matias, L. Rotura das membranas. GO Atual. 1996;5:57-8.

Thorp JM, Hartmann, KE, Berkman ND, Carey TS, Lohr KN, Gavin NI, et al. Antibiotic therapy for the treatment of preterm labor: a review of the evidence. Am J Obstet Gynecol. 2002;186:587-92.

Suzano CES, Maia Filho NL, Tedesco RP, Nogueira ACGS, Mathias L. Rotura prematura de membranas em gestação de 36 semanas ou mais. GO Atual. 1998;10:8-14.

Mathias L, Maia Filho NL, Tedesco RP, Caivano FA, Bonamigo V. Conduta expectante: rotura prematura das membranas no termo. GO Atual. 1999;3:21-9.

Maia Filho NL, Tedesco RP, Mathias L. Conduta expectante na rotura prematura das membranas em gestações com mais de 36 semanas: resultados maternos e perinatais após a utilização da hiperhidratação materna. GO Atual. 2000;8:8-11.

Tedesco RP, Maia Filho NL, Mathias L, Suzano CES, Assunção MSC, Gonçalves MG, Carvalho WAP. Amniorrexe prematura na gravidez a pré-termo e termo no Município de Franco da Rocha, Estado de São Paulo. Perspect Médicas. 1996;7:19-24.

Cabar FR, Nomura RMY, Costa LCV, Alves EA, Zugaib M. Cesárea prévia como fator de risco para descolamento prematuro de placenta. Rev Bras Ginecol Obstet. 2004;26:709-14.


Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais



Apoio: ..............................................................................................................................................

    

Fundação São Paulo - Hospital universitário

 



 

Rev. Fac. Ciênc. Méd. Sorocaba, Sorocaba, SP, Brasil, e-ISSN 1984-4840

A Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.