A importância do banco de leite humano: um relato de caso em Mossoró - RN

Francisco Eudison da Silva Maia, José Rogécio de Sousa Almeida, Antônia Veríssimo da Silva de Medeiros Pacheco, Lorena Bezerra de Oliveira

Resumo


Quando a amamentação não pode ser realizada no seio materno, os bancos de leite se configuram como um suporte à dieta dos recém-nascidos. Este estudo se justifica pela necessidade do conhecimento como ferramenta estratégica para elaboração de ações voltadas aos Bancos de Leite Humano. Trata-se de um estudo descritivo documental, o qual analisou dados de domínio público de acesso irrestrito do Livro de Registro de Receptores de Leite Humano, que continham informações sobre sexo, idade gestacional, cidades atendidas e patologias dos receptores. Percebeu-se uma predominância do sexo masculino em 51,82% dos registros, enquanto o sexo feminino aparece com 44,9%. Observou-se que 64,22% dos receptores são RN’s prematuros, 33, 94% são a termo e 0,46% pós-termo. O banco de leite atende a circunvizinhança se estendendo a 33 cidades no período deste estudo. As patologias com maior incidência foram desconfortos respiratórios (47,52%) e prematuridade (30,14%). Em menor escala, mas não menos importantes, asfixia perinatal/anóxia ou hipóxia (2,84%), hipoglicemia (2,13%), entre outras. Considerando a importância da amamentação para os neonatos, se fazem necessárias à atuação governamental ações promotoras e incentivadoras de amamentação e doação de leite humano.

Palavras-chave


aleitamento materno; bancos de leite; recém- nascido

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