Avaliação in vitro de arcabouço de PLDLA-TMC com células mesenquimais para a diferenciação em osteoblastos

Eliana Aparecida de Rezende Duek, Isabela Machado Rondelo, Hellena Maria Queiroz Villas Boas, Jessica Asami, Moema de Alencar Hausen, Daniel Komatsu

Resumo


INTRODUÇÃO: O crescimento ósseo, em decorrência de fraturas, é acelerado através do uso de enxertos ósseos autógenos ou alogênicos. O primeiro é materialmente limitado e causa morbidade e irregularidades de contorno, e o segundo, está refém de respostas imunes mediadas por células. Dessa forma, estudos com biomaterias, em especial os polímeros sintéticos, aptos para implantes ósseos, são alvos da engenharia de tecidos. Entre eles está o biomaterial Poli(Lco-D,L ácido lático-co-Trimetileno Carbonato), PLDLA-TMC, que apresenta algumas particularidades vantajosas para área médica, como o fato de ser um arcabouço poroso, com a possibilidade de induzir a diferenciação osteogênica a partir de células mesenquimais. OBJETIVOS: Avaliar os efeitos do arcabouço PLDLA-TMC sobre a viabilidade da cultura de células mesenquimais e na diferenciação osteoblástica. MÉTODOS: O PLDLA-TMC foi sintetizado em forma de arcabouços porosos 3D de 8mm de diâmetro, utilizados para a proliferação e diferenciação osteoblástica de células-tronco mesenquimais (CTMs), oriundas da medula óssea de ratos Wistar. As células foram cultivadas em meio osteogênico e meio DMEM por 21 dias, sendo fixadas e marcadas com Calcein Green (CG), Osteopontina (OPN), Osteocalcina (OCN), Fluoroshield-Dapi (DAPI) e Faloidina. Tanto a OPN como a OCN foram conjugadas com AlexaFlour 647. Após esse processo, todas as amostras, submetidas ou não à diferenciação celular, foram analisadas no Microscópio Confocal de Varredura a Laser (MCVL). RESULTADOS: 21 dias após o início do processo de indução osteogênica, observou-se a presença de matriz extracelular difusa, e as células apresentaram-se aderidas ao arcabouço de PLDLA-TMC, com alta expressão de cálcio, OPN e OCN, além de quantidade superior de células viáveis quando comparada à cultura celular em lamínula. A análise ao MCVL da marcação com OPN revelou que mesmo na ausência do meio indutor de diferenciação, o arcabouço de PLDLA-TMC induziu as CTMs à diferenciação osteoblástica e propiciou um ambiente favorável à vitalidade e proliferação dessas células. CONCLUSÃO: O estudo possibilitou aventar a importância futura da utilização dos arcabouços em implantes in vivo, com intuito de auxiliar o processo de regeneração óssea, em razão do potencial de indução osteogênica e das características que conferem ao PLDLA-TMC o título de biomaterial.

Palavras-chave


PLDLA-TMC; engenharia tecidual; diferenciação osteogênica

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