Educação em diabetes - avaliação do autoconhecimento, atitudes e autocuidados em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) em um ambulatório de serviço terciário: onde estamos?

João Carlos Ramos Dias, Matheus Rauen Oliveira, Stela Souza Peña, Laura Moreira Del Bianco Amaral, Karen Cristina Alegre, Cristiano Roberto Grimaldi Barcellos

Resumo


INTRODUÇÃO: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença com baixa taxa de adesão ao tratamento, por requerer práticas de autocuidado a longo prazo. Para desenvolver essas atitudes, o paciente com DM2 necessita adquirir conhecimentos sobre a doença, compreendendo melhor os cuidados necessários para ter autonomia nas decisões com relação à sua saúde, evitando as suas complicações. Dentro deste contexto, as ações educativas são de extrema importância. OBJETIVO: Analisar o conhecimento em diabetes, as atitudes e as atividades de autocuidado em pacientes com DM2 atendidos em um ambulatório de serviço terciário antes e após a intervenção educativa e compará-los com aqueles que não sofreram a intervenção. METODOLOGIA: Estudo coorte e comparativo, do tipo antes e depois. Para realização desse estudo foram utilizados três questionários específicos (DKN-A, ATT- 19 e SDSCA) validados para a língua portuguesa que foram aplicados antes e depois de 2 meses da intervenção educativa com os mapas de conversação, uma ferramenta de ensino aprendizagem. Além disso, foram coletados dados dos prontuários referentes ao perfil sociodemográfico e ao controle metabólico (HbA1c e glicemia de jejum). RESULTADOS: Dos 120 pacientes avaliados, 61,6% são mulheres e a idade média foi 62,8 anos. Quanto à escolaridade, 56,7% tinham ensino fundamental incompleto. A média do tempo de doença foi 15,3 ± 9,4 anos. 80,8% dos pacientes tinham HbA1c > 7% e 77,5% dos pacientes tinham IMC ≥25 kg/m2. A média da glicemia de jejum foi 181,5± 78,4 mg/dl. Em relação aos questionários, 95% dos pacientes demonstraram não ter uma atitude positiva em relação ao diabetes e 60% não têm conhecimento satisfatório sobre essa doença. Dez pacientes puderam responder os 3 questionários após participarem de toda intervenção. 70% tiveram alguma redução nos valores da HbA1c e dois pacientes conseguiram atingir a meta preconizada. Em relação aos questionários, apenas no referente ao conhecimento (DKNA) o número de pacientes que demonstrou ter conhecimento satisfatório subiu de um para quatro. CONCLUSÃO: Esses dados reforçam o grande desafio que é tratar o indivíduo com DM2 no âmbito do atendimento público, mesmo em um Serviço de Atenção Terciário à Saúde. Por isso, torna-se imprescindível a adoção de medidas educativas e de intervenção que possam melhorar os parâmetros de controle metabólico e com isso reduzir os riscos de morbimortalidade futuro nesta população de diabéticos.

Palavras-chave


prática educativa; diabetes mellitus; DM2; conhecimento; autocuidado; mapa de conversação

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