A gravidez não planejada em um bairro periférico de Sorocaba-SP

Guilherme Lippi Ciantelli, Lívea Athayde de Morais, Carla Rabello de Freitas, André Petry Ursolino, Lauren Carolina Scarpa, Jadde M. Cesar Bastos, Helen Benites de Oliveira, Lidiane Maria Roman Schutzes, Leni Boghossiam Lanza

Resumo


Introdução: a alta incidência de gestações não planejadas e a baixa adesão ao pré-natal são fatores preocupantes na Unidade Saúde da Família (USF) de Aparecidinha, em Sorocaba/SP. Objetivos: identificar a gravidez não planejada em uma população de mulheres atendidas pela USF de Aparecidinha (Sorocaba, SP), determinando seu perfil sócio-demográfico e fatores associados. Métodos: tratou-se de estudo de características qualitativas, cuja coleta de dados foi realizada por meio de entrevista em domicílio de 25 gestantes e parturientes com idades entre 13 e 37 anos, inclusas no livro de registro de testes de urina da daquela unidade de saúde. As respostas obtidas foram categorizadas tematicamente. Resultados: a maioria dessas gestantes é casada, primigesta e sem vínculo empregatício. Apesar de estarem utilizando algum método contraceptivo, 88% das gestantes respondeu ter engravidado, e destas, 60% consideram gravidez não planejada. Sobre planejamento da gravidez, desejo de engravidar e “se imaginar grávida”, o tema predominante foi a negação. Sobre “ser grávida”, as categorias positivas foram predominantes. Conclusões: a gravidez não planejada é uma realidade merecedora de análise mais ampla e cuidadosa de suas causas. Aponta-se como causa principal na realidade estudada, falha ou inabilidade na utilização do método contraceptivo, considerando-se uma fragilidade nesse atendimento em saúde. Descritores: gravidez não planejada, Programa Saúde da Família, Saúde Pública.

Palavras-chave


gravidez não planejada; Programa Saúde da Família; saúde pública

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