A VIDA COMO VIR-A-ACEITAR: CONSIDERAÇÕES AUSTINIANAS SOBRE A MODERNIDADE

Fábio Luiz Lopes da Silva

Resumo


Austin, como se sabe, toma a existência de um procedimento convencional aceito como condição primeira de felicidade de qualquer performativo. Mas isso coloca um problema, que o filósofo inglês não chega a considerar até suas últimas conseqüências. Refiro-me ao fato de que um certo performativo – a aceitação – está inscrito na própria estrutura da performatividade. Ou seja, todo performativo exige um ‘Aceito’, que, por sua vez, exige um ‘Aceito’ – e assim ao infinito. Aceitar – essa condição de felicidade de todo performativo – é um ato, no limite, impossível de ser objetivado. Trata-se, neste ensaio, de pensar, a partir de Austin, a vida como um vir-a-aceitar, tema correlativo ao já clássico tópico da vida como vir-a-ser. Trata-se, em seguida, de pensar a forma propriamente moderna de lidar com esse vir-a-aceitar. Para tanto, vou propor uma articulação entre a filosofia austiniana e as reflexões de Calligaris (1997) sobre a modernidade.

Palavras-chave


performatividade; responsabilidade; ato de aceitar; modernidade

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Revista Delta-Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada ISSN 1678-460X