Por que (com) Austin ainda (se) conta

Kanavillil Rajagopalan

Resumo


Examino neste trabalho como J. L. Austin relativiza a questão da verdade a contextos de enunciações, em especial a propósitos específi cos para os quais o usuário as emprega. Isso redunda em que a verdade se torna algo de ordem mais ou menos acurada, relativamente a determinadas enunciações, e não um atributo inerente a sentenças em sua putativa correspondência ao mundo ‘lá fora’. Assim, o desconforto que Austin sentia em relação à forma como os fi lósofos tradicionalmente lidaram com a questão da verdade desponta como independente da sua celebrada tese de veredicção ter precedência sobre verum, sendo que este se legitima graças à autoridade de quem está por trás daquela. Isso, por sua vez, abre novos caminhos para pesquisa, fato que comprova que Austin ainda tem muito que ensinar futuras gerações de pesquisadores.

Palavras-chave


J. L. Austin; verdade/falsidade; descrições; França como hexágono

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Revista Delta-Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada ISSN 1678-460X