Descrição de línguas indígenas em gramáticas missionárias do Brasil colonial

Ronaldo de Oliveira Batista

Resumo


Nos séculos XVI e XVII, jesuítas escreveram gramáticas de duas das línguas indígenas faladas no Brasil colonial: José de Anchieta e Luís Figueira descreveram o tupi antigo em 1595 e ca. 1621 respectivamente; Luís Vincencio Mamiani, a língua indígena quiriri em 1699. Essa produção teve como objetivo facilitar, por meio da aprendizagem das línguas, o contato entre jesuítas e indígenas, tendo em vista a colonização e a catequização. Neste trabalho, são analisados alguns dos métodos e práticas de descrição das línguas pelos jesuítas. Para isso, seguem-se as indicações metodológicas da historiografia lingüística (Koerner 1989, 1996 e Swiggers 1979, 1981, 1983) em relação à seleção, descrição e análise do material, procurando caracterizar o que chamamos de tradição brasileira da lingüística missionária. O exame das obras nos mostrará uma forma de produção gramatical comum aos três autores e a sua inserção numa tradição posteriormente chamada de lingüística missionária, que teve como uma de suas características mais destacadas a relação com o que se convencionou nomear na história da lingüística de Gramática Tradicional.

Palavras-chave


historiografia lingüística; Brasil; jesuítas; gramáticas

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-44502005000100005

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Revista Delta-Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada ISSN 1678-460X